Para desviar críticas, David Almeida aponta governos estadual e federal e afirma que Manaus recebe repasse insuficiente

O prefeito David Almeida (Avante) voltou a criticar os governos estadual e federal, alegando que a capital amazonense recebe recursos insuficientes para enfrentar os desafios da cidade. A declaração foi feita nesta quinta-feira (23), durante evento da prefeitura que apresentou um novo modelo de veículo para o transporte complementar. Segundo o gestor, apesar do orçamento …

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O prefeito David Almeida (Avante) voltou a criticar os governos estadual e federal, alegando que a capital amazonense recebe recursos insuficientes para enfrentar os desafios da cidade. A declaração foi feita nesta quinta-feira (23), durante evento da prefeitura que apresentou um novo modelo de veículo para o transporte complementar.

Segundo o gestor, apesar do orçamento bilionário, os repasses à prefeitura são desproporcionais. “O Polo Industrial de Manaus faturou R$ 204 bilhões. De cada R$ 100 milhões, R$ 50 milhões são impostos do governo federal, R$ 48 milhões do estado, e só R$ 2 milhões ficam com o município. E é o município que tem que limpar a rua, colocar iluminação pública, transporte coletivo e escolar, Samu, asfalto, esgoto e drenagem. É muito injusto com o município”, afirmou Almeida.

O prefeito disse ainda que está “em uma luta” para que estados e União devolvam esses recursos à população na forma de serviços, como a própria prefeitura vem fazendo. “Esse lugar onde estamos, foi investimento da prefeitura. O parque ali na frente é da prefeitura, a água nas casas é fornecida pela prefeitura, a iluminação, coleta de lixo e transporte público também. Mas o ente federado que menos recebe é o município, e é muito fácil atacar”, declarou.

Almeida ressaltou que “as figuras do governador e do presidente são praticamente abstratas. A figura real na vida das pessoas é o prefeito. Choveu? É com o prefeito. Mas quem recebe mais não é o prefeito.” A fala ocorre após semanas de críticas de autoridades e da população cobrando ações efetivas do prefeito diante dos estragos causados pelas chuvas, como desabamentos de terra, alagamentos de casas e outros prejuízos na cidade.

O prefeito também destacou que a maior parte da arrecadação do ICMS e do IPVA vai para os cofres estaduais, e não para o município.

No entanto, o discurso entra em contradição com os números do orçamento municipal. Em 2025, o orçamento de Manaus foi de R$ 10,5 bilhões em áreas consideradas essenciais. Para 2026, a prefeitura encaminhou à Câmara um projeto prevendo orçamento de R$ 12 bilhões, que será aplicado em um ano eleitoral.

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