Coluna 74 de Gabriel F. Melo | Por que Tarcísio não vai se declarar candidato agora, e por que isso é uma jogada inteligente

É compreensível que muitos brasileiros estejam ansiosos para saber quem será o nome da direita nas eleições presidenciais de 2026. Mas quem está esperando que Tarcísio de Freitas se declare candidato agora, em pleno segundo semestre de 2025, vai errar, e feio. A movimentação política atual exige inteligência estratégica. Tarcísio sabe que, ao se anunciar …

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É compreensível que muitos brasileiros estejam ansiosos para saber quem será o nome da direita nas eleições presidenciais de 2026. Mas quem está esperando que Tarcísio de Freitas se declare candidato agora, em pleno segundo semestre de 2025, vai errar, e feio.

A movimentação política atual exige inteligência estratégica. Tarcísio sabe que, ao se anunciar candidato agora, ele se tornaria o novo “para-raio” de ataques, da esquerda, da mídia tradicional e até de setores do Judiciário. Foi o próprio Bolsonaro quem disse: sua candidatura, nesse cenário, serviria como escudo para o verdadeiro adversário, que seria o governador paulista. E ele está certo.

A decisão de não se declarar agora é uma jogada política de altíssimo nível. O Tarcísio está crescendo, não só nas pesquisas, mas principalmente na percepção popular como um gestor técnico, discreto e eficiente. Toda semana é um passo a mais. Todo mês é uma consolidação maior. Declarar-se candidato agora queimaria etapas, anteciparia o desgaste natural de uma campanha e, o mais grave, daria munição gratuita ao governo atual.

Se Tarcísio confirmasse agora sua candidatura e, nos próximos meses, a Bolsa de Valores disparasse, o que deve ocorrer com o início de um novo ciclo político mais liberal e de confiança no mercado, Lula surfaria na onda, vendendo isso como conquista própria. Seria o maior engodo econômico dos últimos anos. Mas se Tarcísio segura essa carta até o início de 2026, a narrativa vira. A guinada à direita nos mercados, e no humor do investidor, será imediatamente associada ao novo ciclo que se desenha no Brasil.

Isso já está acontecendo em outros países. O mundo está cansado de governos de esquerda populistas e pouco eficientes. A América Latina está mudando. E o Brasil não é exceção. A maré virou. E o Tarcísio, inteligente como é, está deixando a maré puxar a seu favor, e não tentando remar contra ela antes da hora.

Para quem acompanha a política com olhos atentos, o sinal está claro: o momento de se posicionar é agora. No mercado, na opinião pública, nas redes sociais. A virada não será de uma hora para outra, mas quem estiver preparado vai aproveitar muito mais do que quem esperar um anúncio oficial.

Tarcísio não vai se declarar agora, e isso é exatamente o que um verdadeiro presidenciável deve fazer: agir com estratégia, visão de futuro e frieza cirúrgica.

Porque quando ele se declarar, o Brasil já vai ter mudado. E ele não será mais uma aposta, será uma realidade.

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