Comandante de lancha que naufragou se entrega à polícia

O comandante Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, se entregou à polícia na noite dessa segunda-feira (17), após mais de um mês foragido pelo naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, que resultou na morte de três e cinco desaparecidos. Pedro chegou à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ele deve passar …

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O comandante Pedro José da Silva Gama, de 42 anos, se entregou à polícia na noite dessa segunda-feira (17), após mais de um mês foragido pelo naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, que resultou na morte de três e cinco desaparecidos. Pedro chegou à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). Ele deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (17).

O naufrágio da lancha de transporte de passageiros Lima de Abreu XV aconteceu em 13 de fevereiro, quando a embarcação, que saiu da capital com destino ao município de Nova Olinda do Norte, afundou com cerca de 80 pessoas a bordo.

Segundo a advogada de defesa do comandante, ele se apresentou após um mês da tragedia, por estar fragilizado com o ocorrido e que pretende colaborar com as investigações.

Pedro chegou a ser detido no dia do acidente e levado inicialmente ao 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Após a confirmação das mortes, foi encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) e liberado após pagar fiança.

No dia seguinte, em 14 de fevereiro, a juíza Eliane Gurgel do Amaral Pinto determinou a prisão preventiva de Pedro. A decisão teve como objetivo garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. A ordem judicial estabelece que, após cumprimento do mandado, o comandante seja recolhido em qualquer unidade prisional.

Naufrágio

A lancha, da empresa Lima de Abreu Navegações, saiu de Manaus por volta das 12h30. Durante a viagem, a embarcação naufragou nas proximidades do Encontro das Águas, região onde os rios Negro e Solimões se encontram.

Vídeos gravados por passageiros mostram pessoas, incluindo crianças, à deriva na água, muitas usando coletes salva-vidas ou apoiadas em botes enquanto aguardavam socorro. As causas do acidente não foram divulgadas oficialmente e seguem sob investigação. Logo após o acidente, parte dos passageiros foi socorrida por embarcações que navegavam pela região. Em seguida, uma operação de resgate foi montada.

A empresa Lima de Abreu Navegações, responsável pela lancha, afirmou em nota que lamenta o ocorrido, disse que a embarcação estava regularizada e com a documentação em dia e informou que está colaborando com as investigações.

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