Condução do PL no Amazonas aprofunda divisão interna e ameaça os planos da Direita

A relação entre Alfredo Nascimento e Maria do Carmo Seffair, revelada nos bastidores políticos, expõe um cenário delicado no comando do Partido Liberal (PL) no Amazonas e lança luz sobre um processo de fragmentação no campo da direita no estado. De acordo com informações de bastidores divulgadas por jornalistas locais, uma verdadeira “guerra fria” teria …

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A relação entre Alfredo Nascimento e Maria do Carmo Seffair, revelada nos bastidores políticos, expõe um cenário delicado no comando do Partido Liberal (PL) no Amazonas e lança luz sobre um processo de fragmentação no campo da direita no estado.

De acordo com informações de bastidores divulgadas por jornalistas locais, uma verdadeira “guerra fria” teria se instalado entre o presidente estadual da sigla e a pré-candidata ao governo, com atritos envolvendo controle partidário, recursos e diretrizes estratégicas. As articulações, até então discretas, hoje estão às claras e revelam um embate direto pelo poder dentro do partido.

“Maria resistiu a todas as investidas que tinham como intuito tirar o Novo de suas mãos, porque sabe os riscos de ser sabotada pelas articulações, hoje nada ocultas, de Alfredo Nascimento”, destacou o jornalista Bryan Dolzane, ao relatar esses bastidores.

O núcleo partidário do NOVO, presidido por uma sobrinha de Maria, tem mantido posição de neutralidade em relação ao PL estadual, que, sob comando de Alfredo, tenta consolidar alianças e controlar a estrutura para 2026. Essa tensão abriu caminho para que Maria do Carmo considere um “plano B”, migrar para o Partido Novo, ampliando as possibilidades de candidatura independente da máquina partidária do PL-AM.

O racha interno no PL ocorre num momento em que a direita amazonense busca consolidar nomes fortes para a sucessão estadual e federal. Com a liderança do campo conservador dividida, o risco de pulverização de candidaturas cresce, o que pode enfraquecer o desempenho eleitoral do grupo nas urnas.

Além de Maria, outros nomes da direita, como Coronel Menezes, hoje rompido com Alfredo Nascimento e Capitão Alberto Neto, já se movimentam para garantir a suas candidaturas em 2026. Parece ter vários partidos dentro do PL.

Caso a ruptura entre Maria do Carmo e Alfredo Nascimento se concretize, o PL corre o risco até de perder o seu candidato ao senado, Alberto Neto, já que dificilmente ele aceitaria abrir espaço para esses rearranjos partidários e alianças inesperadas.

A disputa interna mostra que, mais do que alinhar um projeto conservador unificado, a direita no Amazonas não tem coesão política, e o resultado desse embate interno pode redefinir o equilíbrio de forças na eleição de 2026. David Almeida está assistindo esse desfecho com uma parte muito interessada nesse processo.

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