Com as convenções encerradas, o cenário eleitoral passa a ser guiado pelos fatos oficiais
Convenções enterram “lendas urbanas” da política amazonense e redesenham cenário para 2026

Durante meses, a política amazonense foi tomada por rumores, teorias e especulações que ganharam força nos bastidores, nas redes sociais e até mesmo em análises políticas. Com o encerramento das convenções partidárias, porém, boa parte dessas narrativas caiu por terra, revelando que muitas delas não passaram de verdadeiras “lendas urbanas” do processo eleitoral de 2026. A oficialização das chapas colocou fim a uma série de dúvidas que alimentaram o debate político e, em alguns casos, chegaram a ser tratadas como fatos consumados.
A primeira delas dizia respeito ao governador Wilson Lima. Durante meses, circulou a versão de que ele desistiria da disputa pelo Senado para buscar uma vaga na Câmara Federal. A convenção vai confirmar exatamente o contrário: Wilson manteve seu projeto político e oficializa sua candidatura ao Senado.
Outra narrativa amplamente difundida era a de que Roberto Cidade abriria mão da reeleição ao Governo do Amazonas. As convenções demonstraram que esse cenário nunca passou de especulação. Cidade foi confirmado como candidato à reeleição e seguirá liderando o projeto político da Federação União Progressista.
Também caiu a tese de uma composição entre PL e União Brasil, que colocaria o deputado federal Alberto Neto como candidato a vice-governador de Roberto Cidade. A realidade mostrou caminhos distintos: o PL lançou candidatura própria ao Governo, enquanto União Progressista e PL seguirão em campos diferentes na disputa estadual.
Outra “lenda urbana” dizia que Maria do Carmo acabaria sendo retirada da disputa ao Governo ou perderia espaço dentro do próprio partido. O desfecho das convenções mostrou justamente o contrário. A empresária teve sua candidatura confirmada, chegando oficialmente à campanha como representante do PL na corrida pelo Palácio Rio Negro.
Também foi desmentida a versão segundo a qual o prefeito David Almeida apoiaria Omar Aziz ao Governo e disputaria uma das vagas ao Senado. A convenção do Avante confirmou David como candidato ao Governo do Amazonas, afastando qualquer possibilidade de migração para a disputa senatorial.
Por fim, uma das narrativas mais repetidas nos bastidores envolvia a influência política de Omar Aziz, frequentemente resumida na frase de que “manda prender todo mundo”. As convenções demonstraram que o ambiente eleitoral segue sendo definido pelas regras partidárias, pela articulação política e pelas decisões das legendas, e não por esse tipo de narrativa amplificada ao longo dos últimos meses.
Com as convenções encerradas, o cenário eleitoral passa a ser guiado pelos fatos oficiais. As especulações deram lugar às candidaturas registradas, às alianças formalizadas e às estratégias que agora serão colocadas à prova diante do eleitorado. A partir deste momento, a campanha deixa os bastidores e entra definitivamente nas ruas.










