CPMI do INSS: pastor alvo de Damares é suspeito em esquema de pirâmide

O pastor Cesar Belluci é réu em ações de investidores que tentam reaver aportes de esquema com criptomoedas. Defesa diz que provou inocência

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Alvo de requerimento na CPMI do INSS, o apóstolo Cesar Belluci, da Sete Church, é réu em ação movida por pessoas lesadas em suposto esquema de pirâmide que pode ter desviado R$ 70 milhões mediante promessas não cumpridas de investimentos em criptomoedas.

Na semana passada, Belluci foi citado, entre outros evangélicos, em meio a uma briga entre a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o pastor Silas Malafaia. A parlamentar, integrante da comissão, divulgou lista de evangélicos envolvidos na investigação após ser desafiada por Malafaia.

A CPMI do INSS foi instalada após a Polícia Federal (PF) deflagrar a Operação Sem Desconto, em abril do ano passado, para apurar fraudes em descontos na folha de pagamento de pensões e aposentadorias do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Alguns dos investigados da Farra do INSS eram fiéis da Sete Church. Um deles fez um Pix de mais de R$ 120 mil à igreja — a transação aparece em um relatório de inteligência financeira (RIF) enviado à CPMI. Outro investigado teria pago dízimos recorrentes a partir de 2022 (ano em que o esquema de pirâmide com criptomoedas foi descoberto) e doado uma BMW e um Rolex à Sete Church.

Como era o esquema

Em meados de 2021, a empresa Ever Operações e Investimentos vendeu bitcoins com promessa de retorno entre 4% e 8% ao mês. O contrato, de um ano, retinha o aporte nos primeiros seis meses.

Os primeiros rendimentos foram pagos para os investidores até que, em fevereiro de 2022, um comunicado menciona que a distribuição será paralisada por causa de uma “considerável instabilidade do mercado de criptoativos”.

Na época, dois sócios da Ever, Carlos Henrique de Camargo e Edson Lara, foram alvo de operação e prestaram depoimentos à Polícia Civil. Um terceiro sócio, Meldequias Vasconcelos, não foi encontrado.

Fonte: Metrópoles

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