De “azarão” a ameaça real: Maria do Carmo cresce em Manaus e assombra os caciques de 2026

Pré-candidata desponta como nome da direita ao Governo do Amazonas 2026

Compartilhar em:

Ignorada, subestimada e até ridicularizada por parte da elite política amazonense, Maria do Carmo (PL) começa a virar o jogo. Os números mais recentes de bastidores apontam um crescimento consistente do seu nome em Manaus, especialmente entre o público conservador, evangélico e bolsonarista, um eleitorado fiel e hoje decisivo para qualquer projeto de poder no Amazonas.

Mesmo sem mandato e longe das estruturas tradicionais, Maria vem se consolidando como a principal voz feminina da direita amazonense. Sua imagem de empresaria bem sucedida, combativa e leal aos valores bolsonaristas tem conquistado espaço onde os caciques políticos perderam o fio da confiança popular.

Em conversas reservadas, aliados de Omar Aziz e David Almeida admitem preocupação. Ambos perceberam que o voto conservador, majoritário na capital, não se identifica mais com os discursos de conveniência. A ascensão de Maria do Carmo é, portanto, um fenômeno espontâneo, alimentado pela rejeição ao sistema e pela sede de autenticidade do eleitor direitista.

No interior, é fato, o nome ainda enfrenta resistência. Falta estrutura partidária e presença política contínua. Mas o PL regional observa o movimento com atenção: Manaus concentra mais da metade do eleitorado do estado, e o desempenho de Maria na capital pode ser suficiente para transformá-la na grande surpresa de 2026.

O que parecia um projeto improvável começa a incomodar quem sempre controlou o tabuleiro. Maria, desacreditada por muitos, agora ameaça quebrar o ciclo dos mesmos sobrenomes e das mesmas alianças que dominam o poder há décadas.

Se a direita amazonense decidir se unir em torno de um nome com identidade ideológica e apelo popular e atrair nomes como Coronel Menezes para o seu lado, Maria do Carmo pode deixar de ser “azarão” para virar protagonista.

Compartilhar em: