Defesa de Jaques Wagner pede anulação de busca e volta de bens apreendidos

Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca cumpridos pela Polícia Federal

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A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) disse à coluna nesta quinta-feira (18) que irá recorrer da decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a realização de busca e apreensão contra o senador.

Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca cumpridos pela Polícia Federal, inclusive no quarto de hotel que costuma utilizar quando vem a Brasília. No local, a polícia encontrou US$ 49 mil em espécie, além de relógios de luxo usados pelo senador.

“A defesa do senador Jaques Wagner esclarece que a decisão (de André Mendonça) será objeto de recurso, pois não se tem contemporaneidade ou utilidade (para o processo)”, diz a nota enviada pelo advogado Pablo Domingues, responsável pela defesa técnica de Jaques Wagner.

“O que se obteve como resultado da busca se alcançaria facilmente sem ela. Infelizmente, o expediente se repete em ano de eleição, nos mesmíssimos moldes da busca e apreensão realizada em 2018”, diz a nota.

Naquele ano, Jaques Wagner foi alvo de buscas na Operação Cartão Vermelho, que investigou supostos desvios na construção da Arena Fonte Nova. Segundo a PF, ele teria recebido R$ 82 milhões desviados da obra do estádio. A apuração se baseou em delações de executivos das empreiteiras Odebrecht e OAS.

Na nota, o advogado também lamenta o fato de a PF ter divulgado fotos dos valores e dos relógios apreendidos.

“Lamentamos ainda o vazamento de fotos pela Polícia Federal, em grave desobediência à decisão do ministro relator. O processo penal não pode ser instrumento de constrangimento público. Os equívocos e abusos deverão ser apurados e responsabilizados”, diz o texto do defensor.

Fonte: Metrópoles

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