Agentes públicos foram presos suspeitos de envolvimentos com o Comando Vermelho
Deputado fala sobre prisão de ex-assessora de David: “Eu avisei”

Após a prisão de Anabela Cardoso Freitas, integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus e suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho, o deputado federal Amom Mandel (Cidadania) se manifestou afirmando que já havia denunciado a instalação do crime organizado nas estruturas de Estado, entre eles o Executivo Municipal.
“A operação da Polícia Civil confirma denúncias que vínhamos fazendo há anos. A ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida, atualmente integrante da comissão de licitação da Prefeitura, foi presa sob suspeita de ligação com o núcleo político do Comando Vermelho”, escreveu o parlamentar em sua conta no X, antigo Twitter.

A ex-chefe de gabinete do prefeito David Almeida foi presa na manhã desta sexta-feira (20), no âmbito da operação “Erga Omnes”, que investiga o chamado “núcleo político” do CV na estrutura do Estado. Além dela, outros servidores públicos foram presos durante a operação.
Segundo a investigação, os servidores usavam sua influência dentro dos órgãos públicos para atuar em prol do crime organizado e repassar informações privilegiadas ao CV.
Amom chama atenção para a gravidade de uma integrante da comissão supostamente envolvida com o crime organizado. Segundo ele, sua posição poderia permitir que empresas de “fachada” conseguissem contratos com a administração pública.
“Estamos falando de alguém que atuava diretamente em processos de contratação pública. Licitações envolvem milhões em recursos públicos, e há indícios de que a pessoa investigada mantinha conexão com a alta cúpula de uma das maiores facções criminosas do país”, ressaltou.

Entre os alvos da operação estão um servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas, uma policial civil que atua na Prefeitura de Manaus, ex-assessores parlamentares e um policial militar.
Além das prisões, a Justiça expediu 24 mandados de busca e apreensão. Também foram autorizados o bloqueio de contas, o sequestro de bens e a quebra de sigilo bancário. As ordens são cumpridas em Manaus e em Belém (PA), Ananindeua (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Teresina (PI) e Estreito (MA).











