Deputado do Avante assina CPI do Asfalta Manaus e gera revolta dentro do partido

Deputado estadual estaria em rota de colisão com o prefeito David Almeida

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A assinatura do deputado Wanderley Monteiro, do Avante, a favor do pedido de abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o programa Asfalta Manaus gerou revolta dentro da própria sigla e gerou a especulação de expulsão do parlamentar do partido.

Com o voto do deputado, o pedido alcançou as assinaturas necessárias e agora a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) vai investigar a gestão do prefeito de Manaus, David Almeida, presidente do Avante no Amazonas.

Circula nos bastidores da política regional que a assinatura do deputado estadual foi vista como uma ato de rebeldia pelo partido do prefeito, que bancou e articulou sua campanha para Aleam.

Na contramão de Wanderley Monteiro, vereadores do Avante na Câmara Municipal de Manaus (CMM) não assinaram o mesmo pedido de investigação do Asfalta Manaus. No Legislativo Municipal, a proposta conta com o apoio de 10 vereadores, faltando mais 4 rubricas para avançar.

Segundo informações de bastidores, o deputado estadual teve divergências no ano passado com o prefeito e a iniciativa de Wanderley de assinar a CPI para investigar o presidente do próprio partido pode indicar um rompimento oficial.

A CPI de autoria do deputado Delegado Péricles alcançou o número de assinaturas necessárias (8) e não vai encontrar dificuldades em avançar no Legislativo Estadual. O presidente da Casa, deputado Roberto Cidade (União), afirmou que vai pautar a proposta.

Aliados de David Almeida veem atitude de Wanderley Monteiro como traição. A investigação pode desgastar a imagem do prefeito e comprometer alianças ao Governo do Amazonas em 2026.

O Foco entrou em contato com o deputado, solicitando esclarecimentos sobre as cogitações, mas até o momento não houve retorno.

CPI na Aleam

A CPI do Asfalta Manaus na Aleam vai investigar o repasse de R$187 milhões do Governo do Amazonas para a Prefeitura de Manaus, sob gestão de David Almeida.

A proposta teve iniciativa após a morte trágica da jovem Giovana Ribeiro e seu bebê de sete meses. Na ocasião, a moto em que estava pilotada por seu marido colidiu contra um buraco na avenida Djalma Batista e bateu numa árvore no meio fim. Com o impacto da batida, a jovem não resistiu aos ferimentos e morreu.

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