Deputados desmascaram Lula e Marina e escancaram incoerência no discurso verde diante de operação da PF no AM

Ação de queimada poderia ser evitada pelo atual presidente, segundo parlamentares

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Deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) criticaram duramente a incoerência no discurso ambientalista do presidente Lula (PT) e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, diante da operação da Polícia Federal (PF), no combate ao garimpo ilegal, que destruiu 71 balsas e dragas em Humaitá, no interior do Amazonas, nesta segunda-feira (15).

Durante sessão na Aleam, nesta terça-feira (16), parlamentares afirmaram ser favoráveis ao combate ao crime organizado e às práticas ilegais na região. No entanto, condenaram o “excesso” cometido durante a ação da PF, que incendiou as embarcações em plena área urbana, gerando pânico entre os moradores e danos ambientais no rio Madeira.

O deputado João Luiz (Republicanos) foi um dos que subiram o tom. Para ele, o governo federal se contradiz ao manter um discurso ambientalista enquanto permite a queima de balsas, além de eventuais prejuízos ao rio. Segundo o parlamentar, tal ação poderia ser evitada pelo presidente, uma vez que a PF é subordinada ao Governo Federal.

“A ministra Marina Silva fala tanto em meio ambiente… Quanto de poluição foi lançado na atmosfera? E no rio? Isso precisa ser debatido com seriedade. Cadê as políticas públicas?”, questionou o parlamentar ressaltando a importância de regular a atividade extrativista familiar na região.

Já o deputado estadual Delegado Péricles (PL) classificou a operação como “ato de terror”, e cobrou mais responsabilidade das autoridades federais. Ele ressalta o que correto seria apreender as embarcações e, posteriormente, tomar as medidas cabíveis.

“Esse é o governo Lula, que autoriza a PF e o Ibama a fazerem isso no interior. Não se trata de passar pano para ilegalidade, mas sim de apreender o equipamento e seguir com o processo legal. Tocar fogo não é política pública, é barbárie”, disse.

Repercussão política

A operação também foi alvo de críticas de políticos federais como os deputados Capitão Alberto Neto (PL) e Silas Câmara (Republicanos). Além disso, a Prefeitura e a Câmara Municipal de Manicoré, também no interior, emitiram nota conjunta de repúdio, classificando a ação como desproporcional e traumática para cerca de 5 mil pessoas impactadas.

Outro lado

A reportagem do Foco entrou em contato com a Polícia Federal solicitando esclarecimentos sobre os danos ambientais causados pela queima das embarcações e se tal prática é regulamentada,mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.

Também foi solicitado um posicionamento ao Ibama sobre a operação e a legalidade da destruição por fogo dos materiais apreendidos, mas não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos citados.

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