Manifestações dentro e fora da CMM marcam audiência pública sobre mudança nas aposentadorias
Servidores enfrentam Prefeitura de Manaus e protestam contra Reforma da Previdência na CMM

A Câmara Municipal de Manaus (CMM) se tornou o centro das atenções na manhã desta terça-feira (16) durante audiência pública marcada para negociar a Reforma da Previdência dos servidores do município. Com a proposta enviada pela Prefeitura de Manaus à Casa, os servidores se manifestaram totalmente contra o projeto, alegando prejuízos aos profissionais.
Uma representante da Associação de Servidores de Áreas Não Específicas cobrou o debate de propostas justas para os servidores e a presença do secretário de finanças do município na audiência. Já o representante do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), Lambert Melo, manifestou insatisfação e decepção com o relatório apresentado pela diretora-presidente da Manaus Previdência (ManausPrev), Daniela Benayon, afirmando que nada foi feito para valorizar os servidores, e exigiu a retirada do Projeto de Lei da tramitação da Câmara.
Enquanto isso, os professores da rede municipal de educação protestavam com coros e cartazes pedindo a retirada do projeto da pauta da Casa, defendendo que a reforma é injusta.
Os vereadores José Ricardo (PT), Rodrigo Guedes (União Progressista) e Paulo Tyrone (PMB) pediram que o projeto fosse retirado de pauta e afirmaram que não existe mandamento constitucional que obrigue a reforma previdenciária.
Dentro da Câmara, enquanto os representantes dos servidores e vereadores falavam na tribuna, os profissionais na galeria do plenário se manifestavam contra a proposta do Executivo Municipal.
Reforma previdenciária
O projeto da Manaus Previdência (ManausPrev) prevê aumento da idade mínima de aposentadoria para 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, hoje de 60 e 55 anos, respectivamente.
Para professores, a idade mínima passaria de 55 para 60 anos (homens) e de 50 para 57 anos (mulheres).











