Eduardo “radical” isola oposição no Congresso, avaliam líderes

Deputado bolsonarista passou a dizer que Motta e Alcolumbre estão na mira de Trump e que devem pautar a anistia. Postura preocupa Bolsonaro

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Líderes do Senado avaliam que o posicionamento do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) está isolando a oposição aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) dentro do Congresso. O filho “03” do ex-chefe do Executivo subiu o tom contra os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e disse que ambos poderiam ter seus vistos cassados pelo governo de Donald Trump.

Na ala próxima a Bolsonaro, o sentimento é de preocupação. Líderes bolsonaristas, ouvidos sob cautela pelo Metrópoles, avaliam que a recente operação contra Bolsonaro, a proibição de contato entre pai e filho, o uso de tornozeleira eletrônica e o congelamento de contas bancárias “radicalizaram” o deputado que está nos EUA ainda mais.

Na sexta-feira (25), Eduardo anunciou que Alcolumbre e Motta poderão sofrer sanções dos EUA caso não pautem o PL da anistia e o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Um líder próximo ao ex-presidente chamou a condição de Eduardo de “absurda”.

Caciques partidários salientam que a postura do deputado federal vai dificultar a articulação por projetos prioritários para a direita dentro do Congresso na volta do recesso parlamentar em 4 de agosto. A possibilidade é encarada até mesmo pelas pessoas mais próximas a Eduardo, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Eu acho que pode atrapalhar dependendo de como vai ser a reação do presidente Davi […] Eu sou sempre do diálogo de construir, de conversar. Mas quando há uma intransigência e nada mais pode ser feito, eu só enfatizo de novo. É uma possibilidade que pode ser que esteja lá na mesa do Trump, mas a gente não tem nenhum controle sobre isso”, disse ao Metrópoles na quarta-feira (22).

O próprio Bolsonaro tem demonstrado preocupação com a conduta de Eduardo a aliados. Em conversas nos últimos dias, o ex-presidente tem cobrado firmeza na defesa de sua inocência e contra as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, mas “sem apelar”.

Há uma ala do PL que tenta se afastar do tarifaço e enfatizar a suposta perseguição do Judiciário contra Bolsonaro para justificar as suas ações. Durante uma coletiva de imprensa da oposição na Câmara, na terça-feira (22/7), por exemplo, um grupo de deputados estendeu uma bandeira de Trump e foi desautorizado pelo líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

Com informações de Metrópoles

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