Democracia Cristã teria registrado candidata “laranja” nas eleições de 2024
Elan Alencar se defende e culpa partido por fraude na cota de gênero

Após a Justiça Eleitoral negar recurso e manter sua cassação, o vereador Elan Alencar afirmou que não cometeu irregularidades durante o processo eleitoral e “culpou” o partido Democracia Cristã (DC) pela suposta fraude à cota de gênero nas eleições de 2024.
O parlamentar voltou a se pronunciar sobre a decisão judicial nesta terça-feira (14), após ter os embargos de declaração — ou seja, recursos — rejeitados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em decisão proferida no último sábado (11).
“Estamos recorrendo dessas decisões porque meu entendimento é de que eu não cometi nenhuma fraude […] e, após tudo, sou surpreendido com o possível erro do partido, que sequer eu tinha conhecimento disso. Hoje, essa questão dos 30% da cota de gênero é bem rigorosa”, explicou o parlamentar.
Ele ressaltou que não teve participação no acompanhamento do registro das candidaturas femininas durante o pleito e que essa conduta é de total responsabilidade da legenda. O vereador aproveitou para anunciar que será candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.
“Mas eu não faço parte da questão do partido em relação a se ele cumpriu ou não essa cota de gênero. Agora, eu vou me defender; em nenhum momento me torno inelegível. Nesse caso, serei candidato a deputado estadual e vou fazer o que estiver ao meu alcance para me defender de tudo isso”, ressaltou.
Entenda o caso
A Justiça Eleitoral do Amazonas negou os recursos apresentados pela legenda e manteve a cassação do mandato do vereador Alan Alencar por suposta fraude à cota de gênero cometida pelo Democracia Cristã durante as eleições de 2024.
Na ocasião, o partido teria registrado uma candidata “laranja” como forma de burlar a legislação e atingir o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido por lei.











