Em meio à tensão entre EUA e Venezuela, Lula critica intervenções militares em outros países

Escalada de Donald Trump contra Maduro se intensificou após presidente enviar o maior porta aviões do mundo para costa Caribenha

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Durante discurso neste domingo (9), em Santa Marta, na Colômbia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o que chamou de “intervenções ilegais” e o uso da força militar para resolver disputas internacionais. A fala ocorre em meio ao aumento da tensão entre Estados Unidos e Venezuela, após ofensivas norte-americanas no Mar do Caribe e no Oceano Pacífico.

“A ameaça de uso da força militar voltou a fazer parte do cotidiano da América Latina e do Caribe. Velhas manobras retóricas são recicladas para justificar intervenções ilegais”, afirmou Lula, sem citar diretamente os países envolvidos.

O presidente participa da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia (UE) e aproveitou o palco internacional para reforçar a defesa da soberania dos países latino-americanos.

“Somos uma região de paz e queremos permanecer em paz. Democracias não combatem o crime violando o direito internacional”, completou.

Contexto de tensão

A fala de Lula ocorre em um momento em que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, intensificou ações militares contra supostos traficantes de drogas em áreas próximas à Venezuela.
O país enviou à costa caribenha o maior porta-aviões do mundo, aumentando o clima de hostilidade com o regime de Nicolás Maduro.

Na última sexta-feira (7), um ataque naval norte-americano deixou três mortos, segundo o Departamento de Defesa dos EUA. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a operação faz parte de uma ofensiva para “enfrentar o narcotráfico internacional”.

Por outro lado, Maduro acusa Washington de tentar “fabricar um pretexto” para uma invasão militar ao país, que possui as maiores reservas de petróleo do planeta.

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