“Entregar ouro na mão de bandido”, diz deputado sobre participação da Colômbia na CCPI sob comando de Gustavo Petro

Fala de presidente colombiano ganhou grande repercussão e gerou polêmica

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“Entregar ouro na mão de bandido”: foi assim que o deputado estadual Dan Câmara (Podemos) ironizou a participação da Colômbia, sob o comando do presidente Gustavo Petro, no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI), após a fala polêmica do mandatário colombiano.

O deputado defendeu a retirada da Colômbia do CCPI ao relembrar a declaração feita por Petro na última terça-feira (9), durante a inauguração do Centro em Manaus. Na ocasião, o presidente colombiano defendeu o debate sobre a legalização das drogas, incluindo maconha e cocaína. A crítica de Dan Câmara foi feita durante entrevista a um portal local, nesta quinta-feira (11).

“Eu considero isso como entregar ouro na mão de bandido. Você tem um presidente que, na inauguração, declara que defende a legalização da cocaína e da maconha — e é justamente da Colômbia que vêm as drogas que passam pelos nossos rios e pelo espaço aéreo”, disparou o parlamentar.

A fala de Gustavo Petro gerou grande repercussão e polêmica, já que o CCPI — que contará com participação do governo colombiano — tem como objetivo o combate ao crime organizado na Amazônia. A incoerência entre o discurso de legalização e o papel do centro de combate às drogas foi o principal ponto de crítica entre autoridades brasileiras.

Durante o evento, Petro afirmou que os países da América Latina precisam debater a legalização das drogas. Ele também disse que a maconha e a cocaína causam menos mortes do que outras drogas, como o fentanil.

Dan Câmara ainda reforçou que a maior parte das drogas que entram no Brasil é produzida na Colômbia — justamente o país liderado por um presidente que defende a legalização. Para o deputado, isso torna a presença da Colômbia no CCPI “incompatível” com a missão do centro.

“O CCPI existe justamente para impedir que se produza, exporte e consuma droga. Como podemos ter um parceiro que defende abertamente o contrário?”, finalizou.

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