Esquerda alinha suas principais forças no Amazonas e escala trio para 2026: Lula, Omar e Braga

Lideranças petistas no Amazonas já destacaram publicamente fortalecimento da relação do partido com os senadores

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Enquanto a Direita amazonense ainda distribui suas forças entre diferentes candidaturas, o campo político alinhado ao presidente Lula começa a apresentar uma configuração mais definida para as eleições gerais de 2026: Lula na disputa pela Presidência, Omar Aziz pelo Governo do Amazonas e Eduardo Braga buscando a reeleição ao Senado.

O desenho ficou ainda mais evidente com a convenção realizada neste sábado (25), em Manaus, que oficializou Omar Aziz (PSD) como candidato ao Governo do Amazonas e Eduardo Braga (MDB) à reeleição para o Senado.

Na prática, começa a ganhar forma um eixo eleitoral que reúne três dos principais nomes ligados ao campo da esquerda no Estado: Lula, Omar e Braga.

Embora PSD e MDB não sejam partidos essencialmente de esquerda, Omar e Braga mantêm uma relação política próxima ao governo Lula e são tratados por setores do PT amazonense como aliados importantes na construção eleitoral de 2026.

A aproximação não surgiu agora. Lideranças petistas no Amazonas já destacaram publicamente o fortalecimento da relação do partido com os dois senadores, especialmente após agendas do presidente Lula no Estado.

A estratégia apresenta uma lógica eleitoral clara.

No plano nacional, Lula representa o projeto presidencial. No cenário estadual, Omar Aziz tenta retornar ao Governo do Amazonas. E, para o Senado, Eduardo Braga busca renovar seu mandato por mais oito anos.

É uma composição que conecta Brasília, Governo do Estado e Senado dentro de um mesmo campo político.

Omar e Braga, além disso, possuem uma relação política que atravessa décadas. Em 2002, Braga foi eleito governador tendo Omar como vice. Agora, mais de duas décadas depois, os dois voltam a dividir o mesmo projeto eleitoral, desta vez com Omar buscando o Governo e Braga tentando permanecer no Senado.

Apesar do alinhamento político, a construção não está completamente livre de divergências.

Setores do PT amazonense vêm cobrando espaço efetivo na composição e houve desconforto recente envolvendo a participação formal da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB.

Isso significa que é preciso falar mais, neste momento, em um bloco político alinhado a Lula do que simplesmente classificar toda a chapa como sendo “de esquerda”.

Mas eleitoralmente a mensagem que começa a chegar ao eleitor é simples e poderosa: Lula para presidente, Omar para governador e Braga para senador.

Se esse alinhamento for consolidado durante a campanha, a eleição amazonense poderá assumir uma característica cada vez mais nacionalizada.

De um lado estará o campo ligado ao presidente Lula, tendo Omar e Braga como duas de suas principais referências estaduais.

Do outro, estarão as forças identificadas com a Direita e o bolsonarismo, que também trabalham para transformar a popularidade de seus principais líderes nacionais em votos no Amazonas.

E, enquanto adversários ainda disputam espaços dentro de seus próprios campos, o grupo alinhado ao governo Lula já apresenta ao eleitor amazonense um trio de peso para 2026: Lula, Omar e Braga.

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