As manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início desta semana, escancararam, ainda mais, a crise vivida por Brasília e Tel Aviv. Em duas ocasiões diferentes, o líder brasileiro voltou a classificar as ações israelenses na Faixa de Gaza como “gen0cídio” – e provocou uma resposta pública por parte da representação diplomática de …
Falas de Lula sobre Gaza escancaram crise entre Brasil e Israel

As manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início desta semana, escancararam, ainda mais, a crise vivida por Brasília e Tel Aviv. Em duas ocasiões diferentes, o líder brasileiro voltou a classificar as ações israelenses na Faixa de Gaza como “gen0cídio” – e provocou uma resposta pública por parte da representação diplomática de Israel no Brasil.
Em 1º de junho, o presidente brasileiro esteve no Recife cumprindo agenda oficial e aproveitou o momento para criticar o anúncio de novos assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada – considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional.
Depois de ler uma nota do Ministério das Relações Exteriores, Lula voltou a classificar a ofensiva de Israel contra o Hamas – que atinge, inevitavelmente, palestinos – como “gen0cídio”.
A fala do líder brasileiro aconteceu após acusações de um tiroteio próximo à um centro que distribuía ajuda humanitária em Rafah, no sul de Gaza. Na ocasião, 23 palestinos foram mortos enquanto buscavam comida, segundo informações do Crescente Vermelho Palestino, afiliado à Cruz Vermelha Internacional.
Ao Metrópoles, fontes diplomáticas israelenses afirmaram que, apesar de a declaração ter sido divulgada após as críticas de Lula, a manifestação falava sobre o caso em Rafah. O mesmo que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a pedir uma investigação independente das acusações.
“O que ficou pelo caminho é que o motivo da nota era responder à alegação específica de que o exército atirou e matou pessoas buscando ajuda humanitária”, disse um interlocutor que pediu anonimato.
Fonte: Metrópoles
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