Governo banca ida de políticos a Parintins, mas não permitia traslado de corpos de brasileiros como Juliana Marins

FAB leva autoridades a Parintins, mas repatriação do corpo de brasileira dependeu de prefeitura No último sábado (28), autoridades brasileiras utilizaram aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para participar do Festival de Parintins, no Amazonas, enquanto o governo federal negava, inicialmente, auxílio à família da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu ao cair …

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FAB leva autoridades a Parintins, mas repatriação do corpo de brasileira dependeu de prefeitura

No último sábado (28), autoridades brasileiras utilizaram aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para participar do Festival de Parintins, no Amazonas, enquanto o governo federal negava, inicialmente, auxílio à família da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que morreu ao cair de um penhasco na Indonésia.

O uso da FAB para transportar autoridades como os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), gerou críticas. Apesar de o festival ter relevância cultural para a região, o deslocamento das autoridades foi custeado com recursos públicos.

A situação gerou forte repercussão após o Ministério das Relações Exteriores recusar o pedido da família de Juliana para trazer o corpo de volta ao Brasil. O governo alegou estar impedido legalmente de custear o traslado, conforme decreto vigente à época.

No entanto, diante da pressão pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou um novo decreto permitindo que o governo possa arcar com os custos do traslado de brasileiros mortos no exterior em casos excepcionais, como quando houver comoção pública ou quando a família comprovar não ter condições financeiras.

Apesar da mudança, no caso de Juliana Marins, quem custeará o traslado será a Prefeitura de Niterói (RJ), cidade onde ela residia. O apoio foi anunciado após articulação local e como forma de garantir que a jovem possa ser velada e sepultada em sua cidade natal.

O episódio evidencia a disparidade entre o tratamento dado a autoridades e cidadãos comuns, e levanta questionamentos sobre as prioridades do uso do aparato estatal.

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