Governo tenta conter crise, mas não explica inação de Lupi e do INSS

Desde o início da manhã da quarta-feira (23/4), quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) colocaram na rua a Operação Sem Desconto, o governo tenta evitar que os desdobramentos da investigação resultem em mais uma crise. No mesmo dia da operação, três ministros de Lula (PT) – Ricardo Lewandowski (Justiça), Carlos …

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Desde o início da manhã da quarta-feira (23/4), quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) colocaram na rua a Operação Sem Desconto, o governo tenta evitar que os desdobramentos da investigação resultem em mais uma crise.

No mesmo dia da operação, três ministros de Lula (PT) – Ricardo Lewandowski (Justiça), Carlos Lupi (Previdência Social) e Vinícius de Carvalho (CGU) – e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, concederam uma coletiva de imprensa para reverberar a tese de que a operação confirmava a atuação do governo no combate à corrupção e na proteção dos aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Operação Sem Desconto mira cobranças indevidas na folha de pagamento de aposentados e pensionistas que podem alcançar a casa de R$ 6,3 bilhões no período de 2019 até 2025.

Embora os descontos existam desde 2019, sob Jair Bolsonaro (PL), foi entre 2023 e 2024 que o valores escalaram para os bilhões de reais ao mesmo tempo em que centenas de aposentados acionavam a Justiça para contestar a autorização para os débitos feitos por sindicatos e associações.

Se de um lado o governo tem o trunfo de ter combatido o esquema, por meio da CGU e da PF, de outro não consegue se livrar 100% da crise por causa da inação no INSS que resultou no afastamento da cúpula do órgão sob a aba do ministério da Previdência Social, comandado por Carlos Lupi (PDT).

Fonte: Metrópoles

Estamos com foco no fato.

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