Gustavo Petro, aliado de Lula e Maduro, condena operação dos EUA na Venezuela

Presidente colombiano tem alinhamento com líderes de esquerda na América Latina

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Por redação Foco no Fato

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro — que defendeu a legalização das drogas ao lado de Lula em Manaus — condenou a operação dos Estados Unidos em território venezuelano neste sábado (3) e a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Nas redes sociais, o presidente colombiano disse que os conflitos no país sul-americano deveriam ser resolvidos internamente, sem a intervenção de uma nação estrangeira. Assim como Lula, Petro tem alinhamento com o ditador venezuelano.

“O governo da Colômbia repudia a agressão à soberania da Venezuela e da América Latina. Os conflitos internos entre os povos devem ser resolvidos pelos próprios povos em paz. Esse é o princípio da autodeterminação dos povos, que é a base do sistema das Nações Unidas”, declarou Petro em publicação na plataforma X.

O alinhamento entre Petro e Lula foi sinalizado após a presença do presidente colombiano durante um evento em Manaus, em setembro de 2025. Na ocasião, Petro defendeu abertamente o debate sobre a legalização das drogas.

Petro se posicionou após Trump afirmar que houve sucesso na operação e que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país.

Segundo o vice-secretário de Estado dos EUA, Christopher Landau, o presidente da Venezuela será julgado nos Estados Unidos.

Petro ainda disse que espera que o povo venezuelano encontre os melhores caminhos por meio de vias pacíficas e com o diálogo, sem entrar em conflitos.

“Convido o povo venezuelano a encontrar os caminhos do diálogo civil e da sua unidade. Sem soberania não há nação. A paz é o caminho, e o diálogo entre os povos é fundamental para a união nacional. Diálogo e mais diálogo é a nossa proposta”, acrescentou.

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