O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de liberdade de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, apresentado pela defesa, mantendo a prisão preventiva que já dura cerca de dois anos. A ex-sinhazinha morreu em 2024. Segundo a defesa de Ademar, ele estaria sofrendo constrangimento ilegal em razão …
Após novo pedido de liberdade, STJ mantém prisão do irmão de Djidja Cardoso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de liberdade de Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, apresentado pela defesa, mantendo a prisão preventiva que já dura cerca de dois anos. A ex-sinhazinha morreu em 2024.
Segundo a defesa de Ademar, ele estaria sofrendo constrangimento ilegal em razão da demora no andamento do processo, que estaria parado há aproximadamente 153 dias após a sentença ter sido anulada. Os advogados também defenderam que Ademar poderia responder em liberdade com aplicação de medidas cautelares.
Ademar foi preso em 2024, por suspeita de tráfico de drogas e associação para o tráfico no caso que investiga o uso e distribuição de cetamina, substância de uso veterinário, conhecido também como ketamina. A investigação teve início após a morte de Djidja, caso que ganhou repercussão nacional.
O STJ compreendeu que não há elementos suficientes para conceder a soltura do acusado, baseando-se em fundamentos do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), que também tinha negado o pedido de liberdade dele e da mãe, Cleusimar de Jesus Cardoso. O TJAM afirmou que havia indícios concretos de risco à ordem pública, além da gravidade das acusações e da complexidade do processo, que envolve vários réus e atuação estruturada do grupo.
Na decisão, o ministro afastou a tese de excesso de prazo pela complexidade do processo, o número de réus e o andamento da ação penal. Após negar o pedido, o STJ solicitou informações atualizadas ao juízo de primeira instância e ao TJAM sobre o andamento. Após as instâncias se manifestarem, o caso ainda será analisado pelo Ministério Público Federal (MPF) e depois julgado no mérito.
Caso Djidja
A empresária e ex-sinhazinha do Boi Garantido no Festival de Parintins, Djidja Cardoso, foi encontrada morta no dia 28 de maio de 2024 dentro de casa, em Manaus. O caso ganhou repercussão nacional por envolver drogas, religião e crimes como tráfico e associação para o tráfico, resultando em condenações pela Justiça.
Meses antes da morte, Djidja revelou que enfrentava um quadro de depressão. No dia 3 de fevereiro, quando completou 32 anos, ela publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a data com amigos e familiares, no qual compartilhou a informação: “Só tenho a agradecer, principalmente por ter passado e superado esses meses doente (depressão, gastrite, etc)”.
Djidja Cardoso tinha 32 anos quando foi encontrada morta. Entre 2016 e 2020, encantou os torcedores do Garantido ao representar a sinhazinha da fazenda, personagem filha do dono da fazenda, que representa a história branca dentro do auto do boi no Festival Folclórico de Parintins.











