Marcellus Campêlo faz pré-campanha baseada em entregas e começa a incomodar adversários políticos

Secretário se destacou a frente de pastas no Governo do Amazonas

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O avanço da pré-campanha de Marcellus Campêlo para deputado estadual em 2026 já começa a provocar reações nos bastidores da política amazonense e também em setores da mídia local. Nos últimos meses, programas de televisão, portais e páginas políticas passaram a direcionar críticas constantes ao ex-secretário, principalmente relacionadas à sua passagem pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb).

Nos bastidores, aliados de Marcellus interpretam o movimento como um reflexo direto do crescimento político do ex-gestor, que vem construindo sua pré-campanha ancorado justamente naquilo que considera seu principal ativo eleitoral: as entregas realizadas ao longo dos últimos anos no governo estadual.

Diferente de muitos nomes que apostam apenas em discurso político ou embates ideológicos, Marcellus Campêlo decidiu utilizar suas redes sociais e aparições públicas para apresentar obras, programas habitacionais, projetos de saneamento, urbanização e infraestrutura conduzidos durante sua gestão.

Entre os principais programas frequentemente lembrados por ele estão o Amazonas Meu Lar, Prosamin+, Prosai, Ilumina+ Amazonas e diversas intervenções urbanas executadas na capital e no interior do estado.

A estratégia vem chamando atenção porque Marcellus passou a ocupar um espaço político diferenciado: o de um técnico que tenta migrar para a política eleitoral utilizando um discurso de gestão e resultados concretos.

Nos bastidores da Assembleia Legislativa e do meio político amazonense, a avaliação é que o crescimento do ex-secretário começou a alterar o cenário da disputa para deputado estadual, principalmente entre candidatos ligados à base governista e setores independentes.

Aliados afirmam que o aumento das críticas direcionadas a Marcellus não ocorre por acaso. Segundo essa leitura, quanto mais seu nome ganha visibilidade e passa a ser associado a obras estruturantes do governo, maior se torna o incômodo em adversários que enxergam nele um potencial “puxador de votos” em 2026.

Outro fator que reforça essa percepção é o fato de Marcellus ainda nem ter iniciado oficialmente uma campanha eleitoral de rua. Mesmo assim, já se tornou personagem frequente em debates políticos, reportagens, críticas e ataques em programas locais, situação que seus apoiadores classificam como um “sinal claro” de que seu nome passou a ser levado a sério no cenário eleitoral.

Nos bastidores, interlocutores próximos ao ex-secretário afirmam que ele deverá intensificar ainda mais sua presença pública nos próximos meses, principalmente no interior do Amazonas, onde programas habitacionais, obras de saneamento e projetos de urbanização executados pela UGPE tiveram forte impacto social.

A leitura dentro do grupo político ligado ao governo é que Marcellus Campêlo tenta consolidar uma imagem de gestor eficiente, técnico e realizador, apostando que esse perfil pode encontrar espaço em um eleitorado cansado de promessas e cada vez mais interessado em resultados concretos.

Enquanto isso, o aumento das críticas e ataques acaba produzindo um efeito colateral inesperado: ampliar ainda mais a visibilidade de um nome que, até poucos meses atrás, circulava apenas nos bastidores administrativos do governo, mas que agora começa a ganhar musculatura política para entrar definitivamente na disputa de 2026.

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