Irmão de Melqui Galvão, Enoque Galvão, é preso suspeito de estupro em Manaus

Prisão ocorreu nesta terça-feira (26) em investigação que apura crimes de fraude processual, favorecimento real, falso testemunho ou falsa perícia, importunação sexual, estupro e estupro de vulnerável

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O policial civil Enoque Galvão, irmão do professor de jiu-jitsu e investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Melquisideque de Lima Galvão Ferreira, o “Melqui”, foi preso nesta terça-feira (26) em Manaus. A informação foi confirmada pela deputada estadual Alessandra Campelo na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam).

De acordo com a parlamentar, a prisão é decorrente de desdobramentos das investigações que apuram o Caso Melqui, e apontam o policial civil como suspeito de estupro e importunação sexual de duas alunas (à época com 15 anos) no âmbito de um antigo projeto social liderado pelo seu irmão Melqui Galvão, na Zona Norte de Manaus.

“Hoje foi decretada a prisão preventiva dele (Melqui Galvão), ele que estava em prisão temporária. A gente tem mais seis vítimas nesse pedido de prisão. Crianças com 12 anos, 14 anos, que foram estupradas por ele. E tem mais uma informação, Enoque Galvão também foi preso pela Polícia Civil do Amazonas, por estupro e importunação sexual de menores, crimes similares aos do irmão”, comentou Alessandra Campelo.

No início deste mês, o policial civil foi afastado de suas funções depois que a PC-AM identificou indícios de que ele teria facilitado a entrada irregular de uma pessoa na unidade prisional onde seu irmão estava detido temporáriamente em Manaus.

À época, a suspeita surgiu durante a investigação sobre a entrada de um celular na cela ocupada por Melqui, irmão de Enoque, o que reforçou a apuração sobre possíveis falhas de segurança no sistema prisional.

Investigação sobre Melqui Galvão

As investigações contra Melqui Galvão começaram após uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciar atos libidinosos não consentidos durante uma competição esportiva realizada fora do país. A vítima mora atualmente nos Estados Unidos e foi ouvida pelas autoridades junto com familiares.

A 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) reuniu relatos de ao menos três vítimas. Conforme a polícia, os denunciantes entregaram uma gravação em que o investigado admitiria indiretamente os fatos e tentaria impedir que o caso fosse levado adiante mediante promessa de compensação financeira.

Durante a investigação, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em diferentes estados do país. Em um dos relatos, a vítima afirmou ter 12 anos à época dos fatos.

De acordo com a polícia, Melqui havia viajado para o Amazonas menos de 24 horas antes da prisão. Após contato entre as corporações, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve o mandado cumprido.

Além da prisão temporária, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao investigado em Jundiaí, no interior de São Paulo.

A Polícia Civil do Amazonas informou ainda que as investigações relacionadas ao caso continuam em Manaus, com depoimentos presenciais e virtuais para apurar possíveis crimes.

Quem é Melqui Galvão
Melqui Galvão é conhecido no meio esportivo como faixa preta e treinador de jiu-jitsu, sendo responsável por uma academia na Zona Norte de Manaus. Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas.

Segundo a PC-AM, o servidor é efetivo da instituição e estava lotado no setor de capacitação, onde ministrava treinamentos de defesa pessoal. Diante da gravidade das denúncias, ele foi afastado cautelarmente das funções até a conclusão das investigações

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