Estela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça quando Dino comandava a pasta
Jornal acusa ministra do TSE de promover censura em debate e diz que ela é ligada a Dino

A Folha de S.Paulo classificou como censura a decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial desta quinta-feira (1º). O jornal também apontou a ligação profissional da magistrada com Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que apoiou sua indicação à Justiça Eleitoral.
Segundo a coluna Painel, Estela foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça quando Dino comandava a pasta, no início do terceiro mandato de Lula. Após deixar o governo, ela passou a atuar na assessoria da Presidência do TSE, então ocupada pela ministra Cármen Lúcia.
A reportagem afirma que Dino foi um dos responsáveis pela articulação política em favor da indicação de Estela ao tribunal. A advogada integrou uma lista tríplice feminina encaminhada ao presidente Lula e também recebeu o apoio de Edinho Silva, presidente nacional do PT. Sua nomeação ocorreu em julho de 2025.
A decisão que motivou a reportagem atendeu a um pedido da campanha de Lula. A ministra determinou que a Globo não exibisse o espaço vazio destinado ao presidente, que havia comunicado sua ausência e optado por conceder uma entrevista ao Flow Podcast. Estela argumentou que a exposição do púlpito poderia produzir consequências negativas para o candidato ausente e pressioná-lo a comparecer, embora a participação em debates seja facultativa.
A medida provocou uma reação de Flávio Bolsonaro (PL), que desistiu de participar do programa poucas horas antes de sua realização. O senador acusou o TSE de censura e defendeu a liberdade da imprensa para organizar os debates eleitorais. A campanha pretendia explorar politicamente a ausência de Lula durante o confronto.
A Globo anunciou posteriormente o cancelamento do debate. Em nota, a emissora afirmou que a determinação de Estela invalidou uma cláusula das regras previamente aceitas pelos partidos, inclusive pelo PT. A empresa também contestou a decisão de Gilmar Mendes, do STF, que autorizou a participação de Renan Santos (Missão), inicialmente fora dos critérios estabelecidos para o encontro.
Fonte: Conexão Política










