Lula assume papel de inimigo do Amazonas ao vetar licença ambiental para pavimentação da BR-319

Vetos foram criticados pelos próprios aliados, senadores Omar Aziz e Eduardo Braga

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, na última semana, sua posição contrária a um dos principais anseios da população do Amazonas: a pavimentação da BR-319. Ao vetar a licença ambiental simplificada prevista em projeto aprovado pelo Congresso, Lula inviabiliza, na prática, o avanço de uma obra que há décadas é considerada essencial para a integração do estado ao restante do país.

O veto presidencial afeta diretamente os trechos mais críticos da rodovia, que liga Manaus a Porto Velho, e mantém a população refém do transporte fluvial e aéreo, ambos caros e suscetíveis a interrupções. Para muitos amazonenses, a decisão reforça a percepção de que o governo federal atua de forma deliberada contra o desenvolvimento regional.

Parlamentares da bancada do Amazonas reagiram com indignação, acusando o presidente de insensibilidade e de ceder à pressão de setores radicais ligados ao ambientalismo ideológico. “Não se trata de ignorar o meio ambiente, mas de permitir que uma região isolada tenha condições mínimas de escoar produção, receber investimentos e gerar empregos”, disse um senador amazonense.

Organizações e movimentos pró-BR-319 lembram que a licença ambiental simplificada não elimina estudos e medidas de proteção, mas torna o processo menos burocrático, acelerando obras em áreas já degradadas. Sem essa medida, os entraves administrativos podem levar anos para serem resolvidos, enquanto a rodovia segue se deteriorando.

O veto ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional, que pode derrubá-lo. A decisão colocará à prova a capacidade de mobilização da bancada amazonense e de aliados da infraestrutura no país, em um embate que promete expor, mais uma vez, o distanciamento entre o Planalto e as demandas da Amazônia.

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