Candidata do PL deixou passar a oportunidade de cobrar diretamente o adversário do PSD em um dos últimos encontros antes da eleição
Maria teve Omar frente a frente no debate, mas preferiu trocar “gentilezas” ao confronto direto

O debate entre os candidatos ao Governo do Amazonas, realizado pela TV A Crítica nesta segunda-feira (28), reservou um momento de confronto direto entre Maria do Carmo (PL) e Omar Aziz (PSD). A expectativa era de um embate entre dois adversários que representam campos políticos distintos. Frente a frente, porém, o tom escolhido por Maria foi de cordialidade.
A postura chamou atenção pela distância entre o discurso de campanha e a oportunidade oferecida pelo debate. Maria tem feito críticas a Omar fora do estúdio, mas, diante dele e com o eleitor acompanhando a transmissão, preferiu trocar gentilezas em vez de aprofundar as cobranças.
O episódio ganha peso na reta final. Na pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro, Omar apareceu com 29% das intenções de voto, Maria com 19% e Roberto Cidade com 18%. Maria e Cidade estavam tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de três pontos percentuais. Em uma disputa apertada pela vaga no segundo turno, cada encontro televisionado oferece aos candidatos a chance de mostrar diferenças e exigir respostas dos rivais.
A cordialidade é uma escolha legítima em um debate. Mas também produz uma pergunta política: se Maria considera Omar seu principal adversário na corrida pelo governo, por que deixou passar a chance de confrontá-lo diretamente?
O debate da TV A Crítica ocorreu a menos de uma semana do primeiro turno. Maria ainda terá outra oportunidade de expor suas divergências com Omar no encontro previsto para esta terça-feira (29), na Rede Amazônica.










