“Meu filho era meu braço direito”, diz mãe de jovem que morreu afogado

Família acredita que houve omissão de socorro durante desaparecimento do técnico de enfermagem

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“Meu filho era meu braço direito, ele que me ajudava. Agora, não vou mais ter a ajuda dele”. A fala é da dona Izaura Silveira, diarista e mãe de Ruan Silveira. O filho morreu afogado na Praia da Lua, no último sábado (11). Enquanto a família acredita em omissão de socorro, Izaura se apega às roupas do filho para tentar lidar com a dor da perda.

A mãe lembrou que o filho era uma pessoa amorosa e que não “destratava” ninguém. Ela se pergunta o que aconteceu e por que tiraram um pedaço dela. Izaura pede justiça, mas também espera encontrar paz no coração. Ela contou que tem recebido mensagens de outras mães que perderam os filhos e que isso tem ajudado um pouco a suportar o sofrimento.

“Teve uma mãe que mandou mensagem pra mim ontem à noite, dizendo que tem um ano e quatro meses que ela perdeu o filho da mesma forma. Ela sabe o que tô passando. Essa dor ela carrega até hoje. Só quero justiça”, disse.

A tia de Ruan, Karollyne Silveira Ferreira, acredita que o sobrinho morreu por omissão de socorro. A família diz que recebeu vídeos gravados por outros banhistas que mostram que as pessoas que estavam com Ruan não ajudaram nas buscas por ele depois do desaparecimento.

“A gente tem vídeos de quando estavam procurando e de quando encontraram o corpo. Para nós, eles mostram que as pessoas que estavam com ele não estavam preocupadas e não fizeram o que poderiam ter feito. Mas a polícia está investigando”, disse.

Ruan Silveira era técnico de enfermagem e saiu com amigos na noite de sexta-feira (10). No dia seguinte, o grupo estava na Praia da Lua, às margens do Rio Negro, a 23 quilômetros da cidade de Manaus. Eles estavam em uma lancha alugada, segundo a família. Em algum momento do passeio, Ruan entrou na água e desapareceu. A família acredita que ele ficou cerca de meia hora desaparecido até que o corpo foi resgatado.

A Polícia Civil do Amazonas investiga as circunstâncias do afogamento.

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