Moraes deu “abraço de sucuri” em Michelle Bolsonaro, diz aliado da ex-primeira-dama

Como as limitações impostas pelo ministro do STF a Bolsonaro, afetam a vida pessoal e política de Michelle

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Ao autorizar o Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, estabeleceu um conjunto de regras rígidas de monitoramento, rotinas e limitações ao ex-presidente.

Aliados do ex-capitão dizem que as limitações acabaram aumentando as responsabilidades diárias de Michelle Bolsonaro, que cuida da alimentação do ex-presidente, dos afazeres domésticos e ministra os mmedicamentos do marido. A sobrecarga de tarefas tem impedido a ex-primeira-dama de viajar, cumprir compromissos políticos e até mesmo comparecer aos cultos de sua igreja.

A auxiliares do PL, a ex-primeira-dama disse que teve sua vida praticamente ‘asfixiada’ pelas limitações da prisão domiciliar do marido. “O ministro acabou dando um ‘abraço de sucuri’ na Michelle”, relata um deles, sob anonimato.

Numa visita que fez recentemente à sede do partido, após deixar a presidência do PL Mulher, a ex-primeira-dama reclamou de dores de uma tendinite no braço provocada pelo excesso das tarefas caseiras.

Uma das maiores amigas da ex-primeira-dama, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), diz que as limitações da prisão domiciliar representam um peso enorme para Michelle. “O Alexandre de Moraes não prendeu somente o nosso maior líder, ele prendeu a esposa dele também. Estão presos, portanto, os dois maiores líderes da direita, Michelle e Jair”, ressalta a parlamentar.

A senadora afirma que a rotina de Michelle foi totalmente alterada em função da prisão domiciliar do ex-mandatário. “A Michelle tem que voltar a cada três horas para casa. Ela sai comigo, o telefone dela toca e ela tem que voltar, ela não pode ficar mais que três horas fora de casa”, diz Damares.

Os aliados já estão montando uma estratégia para que Michelle possa fazer sua campanha política, caso confirme sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. “A campanha aqui em Brasília ela ainda consegue fazer, mas vai ser difícil ela viajar pelo Brasil”, conclui a amiga senadora.

Fonte: Revista Veja

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