Ministro da Suprema Corte está no centro de um escândalo envolvendo a venda do banco
Moraes nega que esposa atuou na venda do Master ao BRB; ela teria recebido R$ 129 milhões do banco

Por redação Foco no Fato
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci, tenha atuado na operação de venda do banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Segundo noticiado pela imprensa, ela teria um contrato de R$ 129 milhões com a instituição financeira de Daniel Vorcaro, pivô do escândalo.
O ministro se manifestou pela terceira vez, por meio de nota, na tarde desta quarta-feira (24), negando que tenha intermediado a favor do banco Master junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na operação envolvendo a instituição.
Na nota, Moraes confirmou o encontro com Galípolo, mas afirmou que a reunião teve como objetivo tratar da aplicação da lei Magnitsky contra ele, em julho. Ele ressalta que sua esposa não teve qualquer participação na operação envolvendo o banco.
“Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central”, diz trecho da nota.
A manifestação ocorre após ser veiculado pelo O Globo, na última segunda-feira (22), que Moraes teria articulado com o presidente do BC, por meio de ligações e encontros presenciais, a venda do Master para o BRB. A informação foi reforçada por outro grande veículo de imprensa, o Estadão, no dia seguinte, que noticiou que Moraes chegou a ligar seis vezes para Galípolo para saber sobre a operação envolvendo o Master.
Além disso, a nota pública ocorre após grandes veículos de imprensa informarem que a esposa de Moraes possui um contrato com o Master no valor de R$ 129 milhões para atuar na defesa envolvendo o banco, inclusive em causas com foro no Banco Central.
Após o caso vir à tona, Moraes confirmou o encontro com Galípolo, mas afirmou que trataram da aplicação da lei Magnitsky, sem citar o banco. Mais tarde, o ministro publicou nova nota negando atuação no caso. Veja a nota na íntegra, de ambos, no fim da matéria.
Terceira nota de Moraes
O ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira, no dia 14/8, após a primeira aplicação da lei, em 30/7; e a segunda no dia 30/9, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/9.
Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição Master-BRB perante o Banco Central.
Segunda nota do ministro Alexandre de Moraes
“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”
Nota do Banco Central
O Banco Central também se manifestou por meio de nota, veja:
“O BC confirma que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.”











