O evento político protagonizado por Lula em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, foi deplorável. Em latitudes menos incivilizadas do que as brasileiras, governo nenhum organiza evento para anunciar auxílio a uma região devastada por intempéries. Nessas latitudes, os anúncios de ajuda são sóbrios, as visitas às cidades atingidas não são espetaculosas, não há …
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O evento político protagonizado por Lula em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, foi deplorável. Em latitudes menos incivilizadas do que as brasileiras, governo nenhum organiza evento para anunciar auxílio a uma região devastada por intempéries.
Nessas latitudes, os anúncios de ajuda são sóbrios, as visitas às cidades atingidas não são espetaculosas, não há autoridades e familiares de autoridades produzindo fotos e vídeos para o Instagram. A desgraça alheia implica solidariedade, não oportunidade. Se Jair Bolsonaro pecou pela ausência, Lula peca pela exploração. O primeiro pecado leva para o Inferno, o segundo leva para o Purgatório.
No evento que foi organizado em uma cidade comandada pelo PT, viu-se um governador constrangido com o espetáculo montado pelo governo federal. Viram-se autoridades locais no papel de coadjuvantes. Viu-se uma claque batendo palmas e gritando como se estivesse em ato de campanha eleitoral — e estava, só que antecipado.
O ato de campanha eleitoral antecipada não foi só para o próprio Lula, mas também para o ministro extraordinário que ele nomeou para ajudar na reconstrução do Rio Grande do Sul: o seu ainda ministro da Secom, Paulo Pimenta. Gaúcho, ele quer ser eleito governador do estado em 2026.
O governador Eduardo Leite soube pela imprensa da nomeação do rival político. Ou seja, configurou-se uma intervenção branca em um estado cuja história é marcada por tentativas de independência e que preza a sua autonomia como talvez nenhum outro da federação.
Com informações do site Metrópoles











