Omar bate no teto, perde fôlego e Projeta aponta vantagem de Cidade no segundo turno

Senador recua numericamente em relação a julho, fica empatado tecnicamente com Cidade no 1º turno e fica atrás do governador em eventual confronto direto

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A nova pesquisa do Instituto Projeta acende um sinal de alerta na campanha de Omar Aziz (PSD). Embora o senador ainda apareça numericamente na primeira posição na disputa pelo Governo do Amazonas, os números indicam que sua candidatura perdeu capacidade de crescimento e pode ter atingido o chamado teto eleitoral.

No cenário estadual estimulado, Omar registra 25,80% das intenções de voto, contra 24,36% de Roberto Cidade (UP). A diferença é de apenas 1,44 ponto percentual, inferior à margem de erro de 1,79 ponto percentual. Portanto, os dois estão tecnicamente empatados.

Mais importante do que a posição nominal é o movimento da disputa. Na pesquisa Projeta realizada em julho, Omar aparecia com 27% no cenário estadual. Agora, surge com 25,80%. A oscilação está dentro da margem de erro, mas mostra que o senador não conseguiu ampliar sua vantagem justamente na fase decisiva da campanha.

Enquanto Omar estacionou — e até oscilou negativamente —, Cidade avançou numericamente de 23,4% para 24,36%. O resultado é uma disputa praticamente voto a voto pela liderança.

O dado mais preocupante para Omar aparece na simulação de segundo turno. Em um confronto direto, Roberto Cidade registra 45,42%, contra 43,24% do senador.

A vantagem numérica de Cidade é de 2,18 pontos percentuais. Considerando a margem de erro, o cenário continua tecnicamente equilibrado, mas o resultado carrega um forte peso político: o candidato que lidera nominalmente o primeiro turno não consegue transformar essa posição em vitória quando a disputa é reduzida a dois nomes.

Na prática, a pesquisa mostra que Omar pode estar próximo de seu limite, enquanto Cidade demonstra maior capacidade de reunir os votos dos demais candidatos. A principal dificuldade de Omar está em Manaus, maior colégio eleitoral do Amazonas.

Na capital, Roberto Cidade aparece com 22,76%, enquanto Omar registra 21,59%. Maria do Carmo tem 18,95% e David Almeida, 17,98%.

O resultado mostra uma disputa fragmentada, mas também revela que Omar não conseguiu construir uma vantagem expressiva na cidade que concentra a maior parte do eleitorado amazonense.

No segundo turno, a diferença na capital fica ainda mais clara: Cidade alcança 45,66%, contra 40,32% de Omar. São 5,34 pontos percentuais de vantagem para o governador. Omar compensa parte dessa dificuldade no interior, onde registra 30,55% no primeiro turno, contra 26,17% de Cidade. No confronto direto, porém, a diferença praticamente desaparece: Omar tem 46,54% e Cidade, 45,15%. Ou seja: Omar lidera no interior, mas sem abrir distância suficiente para neutralizar a vantagem construída por Cidade em Manaus.

Outro elemento que ajuda a explicar o possível teto eleitoral de Omar é a rejeição. Segundo a Projeta, 18,33% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma.

Roberto Cidade aparece com rejeição de 10,99%, índice significativamente menor. David Almeida lidera a rejeição, com 23,97%, enquanto Maria do Carmo registra 12,98%.

Embora a rejeição de Omar tenha recuado em comparação com levantamentos anteriores, ela continua sendo um obstáculo para a ampliação de sua candidatura, principalmente em um eventual segundo turno.

Cidade, por outro lado, combina crescimento nas intenções de voto com uma resistência menor do eleitorado. Essa diferença pode ser decisiva no momento em que os votos dos candidatos eliminados começarem a migrar.

O conjunto dos dados desmonta qualquer ideia de favoritismo consolidado de Omar Aziz. O senador lidera numericamente o primeiro turno, mas está tecnicamente empatado com Cidade, não apresenta crescimento em relação à rodada anterior e aparece atrás no principal cenário de segundo turno.

A pesquisa sugere que Omar já mobilizou grande parte do eleitorado disposto a apoiá-lo. Cidade, ao contrário, ainda demonstra espaço para avançar, especialmente entre os eleitores dos candidatos que aparecem fora das duas primeiras posições.

Faltando poucos dias para a eleição, a disputa pelo Governo do Amazonas entra em sua fase mais imprevisível. Omar continua competitivo, mas já não pode ser tratado como favorito isolado. Seus números estacionaram, sua vantagem desapareceu e, no confronto direto, Roberto Cidade assume a dianteira numérica.

O teto de Omar pode ter chegado. A grande dúvida agora é saber se Cidade continuará crescendo até transformar a vantagem projetada para o segundo turno em uma virada já na primeira etapa da eleição.

A pesquisa Projeta foi realizada entre os dias 14 e 18 de setembro de 2026, com 3 mil eleitores de Manaus e 15 municípios do interior. O levantamento está registrado sob o número AM-06136/2026, possui nível de confiança de 95% e margem de erro aproximada de 1,79 ponto percentual.

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