A oposição do Congresso Nacional insistirá em uma abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), em que reúne senadores e deputados, para investigar o caso do Banco Master, segundo líderes ouvidos pelo Metrópoles. No momento, a avaliação é de que a investigação mista é mais viável que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), …
Oposição vai insistir em abertura da CPMI do Master após Carnaval

A oposição do Congresso Nacional insistirá em uma abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), em que reúne senadores e deputados, para investigar o caso do Banco Master, segundo líderes ouvidos pelo Metrópoles. No momento, a avaliação é de que a investigação mista é mais viável que uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que envolve somente uma das Casas Legislativas, visto que tem outros 17 pedidos de uma abertura de um colegiado na frente e a cronologia deve ser respeitada.
A pressão, no entanto, deve vir após o recesso do Carnaval. O Congresso funcionará cerca de duas semanas antes de interromper os trabalhos novamente. O período é marcado por um esvaziamento das duas Casas e leva os parlamentares até seus estados. A abertura da Sessão Legislativa está marcada para segunda-feira (2/2).
No senado, a oposição já conseguiu o número suficiente de assinaturas para a abertura da comissão. Como mostrou o Metrópoles, ainda em dezembro de 2025 o grupo conseguiu a assinatura de 28 senadores e 177 deputados. Já em janeiro deste ano, o número chegou a ter o apoio de mais da metade da Casa Alta.
O cenário da abertura da CPMI ainda está um pouco embaralhado, visto que líderes da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como Eduardo Braga (MDB-AM) e Omar Aziz (PSD-AM), também assinaram. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também defende a abertura de uma investigação.
Para uma comissão de investigação ser aberta, no entanto, o requerimento de criação deve ser lido em uma sessão conjunta pelo respectivo presidente da Casa. Neste caso, precisa ser proferida pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Regimentalmente, no entanto, não há prazo para que Alcolumbre faça a oficialização da CPMI. O requerimento sugere a composição de 30 membros, 15 senadores e 15 deputados, e uma duração inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.
Fonte: Metrópoles











