Plínio rejeita direita e esquerda mas define seu lado: “SOU Omar Aziz”

Senador se apresenta como conservador, confirma apoio a Omar e coloca amizade e competência como justificativas para a escolha

Compartilhar em:

O senador Plínio Valério (PSDB) pode dispensar os rótulos de direita e esquerda, mas deixou clara sua escolha para o Governo do Amazonas: Omar Aziz (PSD). Em vídeo divulgado nesta quarta-feira (14), o parlamentar confirmou apoio ao colega na disputa contra Maria do Carmo (PL), encerrando as dúvidas sobre seu posicionamento no segundo turno.

A decisão sucede uma entrevista à CBN Amazônia na qual Plínio afirmou não se identificar como candidato da esquerda ou da direita, mas do Amazonas. Na mesma ocasião, porém, apresentou-se como conservador e defensor dos valores da família.

Ao anunciar o apoio, o próprio senador colocou em discussão a aparente distância entre sua identidade política e a escolha estadual: “Por que um conservador como eu vota no Omar?”. Sua justificativa reuniu amizade e avaliação da capacidade administrativa do candidato.

O posicionamento evidencia uma separação entre os palanques nacional e estadual. Na entrevista publicada em 7 de outubro, Plínio declarou voto em Flávio Bolsonaro para presidente, enquanto Omar integra a base de Lula. Assim, o senador sustenta escolhas distintas nas duas disputas. ⁠

A relação com Maria do Carmo também entrou na avaliação. Plínio criticou a orientação, atribuída por ele à candidata e ao PL, para que os eleitores anulassem o segundo voto ao Senado. O parlamentar afirmou que esse episódio pesaria em sua decisão sobre o apoio ao governo. ⁠

Na leitura política, a escolha indica que as relações locais e os conflitos do primeiro turno tiveram mais peso que a coincidência no voto presidencial. Isso não permite concluir que Plínio tenha abandonado suas convicções conservadoras, mas demonstra que elas não determinaram sua opção para o Executivo estadual.

Ao rejeitar classificações ideológicas, Plínio procura preservar uma identidade própria. Na disputa pelo governo, entretanto, sua posição agora é inequívoca: está com Omar.

Compartilhar em: