Senador é critico ferrenho da ministra Marina Silva, responsável pelo acordo com o ministério dos Transportes O embate entre o senador Plínio Valério (PSB) e a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ganhou grande repercussão durante sessão na comissão de Infraestrutura no Senado, em maio. Na ocasião, a polêmica envolveu assuntos sobre a BR-319. Após …
Plínio Valério se “alegra”, mas ressalta cautela com anúncio de pavimentação da BR-319

Senador é critico ferrenho da ministra Marina Silva, responsável pelo acordo com o ministério dos Transportes
Após dois meses do episódio, o senador disse que recebeu com “alegria” o anúncio de um plano para pavimentação da estrada anunciado pela ministra do Meio Ambiente e o ministro do Transportes, Renan Filho, nesta terça-feira (15).
Apesar do acordo, Plínio Valério ressalta ter cautela, pois o plano para a pavimentação da rodovia deve apresentar resultados concretos e ação, e não pode virar enganação ou uma forma de adiar o que a população do Amazonas espera há décadas.
Ainda de acordo com o senador, outras ações para asfaltamento de trechos da BR-319 foram realizadas, no entanto, Ongs e Observatórios não “deixaram”.
“A BR-319 não é rodovia de passeio. É uma estrada de dignidade. Manaus é a única capital do planeta com 2 milhões de habitantes que não tem ligação por estrada com nenhuma outra capital brasileira. Isso é inaceitável. Não há como falar em integração, em desenvolvimento, em segurança alimentar sem garantir a conexão por terra com o restante do país”, ressaltou.
O senador do Amazonas se envolveu em uma série de polêmicas com a ministra do Meio Ambiente neste ano. Plínio afirmou que vai acompanhar o andamento do projeto. “Seguirei cobrando. O asfalto tem que sair. Não por capricho, mas por justiça”.
Veja declaração na íntegra
“O asfaltamento da BR-319 é uma causa da” qual eu não abro mão, como senador e como amazonense. Por isso, recebo com alegria, mas com cautela, o anúncio do acordo entre os ministros Marina Silva e Renan Filho para tirar do papel, de uma vez por todas, o asfaltamento da rodovia. Mas sigo em alerta. Está previsto um Grupo de Trabalho que vai durar 8 meses, mas ele precisa apresentar resultados concretos e ação, e não pode virar enganação ou uma forma de adiar o que a população do Amazonas espera há décadas.
Desde o ministro Tarcísio há preocupação com ações que conciliem desenvolvimento e sustentabilidade. O ministro Renan também já havia criado um Grupo de Trabalho que incluiu as exigências ambientais, medidas compensatórias, projetos de travessia segura da fauna e de prevenção do desmatamento. Não saiu porque as ONGs e os Observatórios não deixaram. Não aceito que agora esse novo GT seja usado como desculpa para continuar empurrando com a barriga.
A BR-319 não é rodovia de passeio. É estrada de dignidade. Manaus é a única capital do planeta com 2 milhões de habitantes que não tem ligação por estrada com nenhuma outra capital brasileira. Isso é inaceitável. Não há como falar em integração, em desenvolvimento, em segurança alimentar sem garantir a conexão por terra com o restante do país.
Vou acompanhar passo a passo o andamento desse grupo. E seguirei cobrando. O asfalto tem que sair. Não por capricho, mas por justiça”.











