Rodrigo Castanheira, morto por piloto, é sepultado neste domingo

O estudante de 16 anos ficou em estado gravíssimo depois de levar socos do ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos

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O corpo do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, 16 anos, foi velado às 13h deste domingo (8), na Igreja Batista Capital no Lago Sul. O sepultamento ocorreu às 17h30, no cemitério Campo da Esperança da Asa Sul. O jovem morreu nesse sábado (7), após ficar 16 dias internado na UTI do Hospital Brasília em Águas Claras.

O estudante ficou em estado gravíssimo depois de levar socos do piloto de Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos. Durante a agressão, o garoto bateu a cabeça na porta de um carro e sofreu traumatismo craniano.

Turra foi preso em flagrante no mesmo dia, mas solto ao pagar fiança de R$ 24,3 mil. Dias depois, a Justiça expediu, a pedido do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), um novo mandado de prisão. O piloto encontra-se detido no Complexo Penitenciário da Papuda.

Família revoltada
Em entrevista ao Metrópoles, o tio do adolescente, o fisioterapeuta Flavio Henrique Fleury, disse que Pedro Turra não agiu sozinho e que um amigo dele, que seria adolescente, supostamente teria armado uma emboscada contra o seu sobrinho por ciúmes.

Segundo o fisioterapeuta, no dia do crime, Pedro Turra e os amigos teriam dado várias voltas antes de pararem o carro no local. “[No dia do crime] eles esperaram várias vezes dando voltas no quarteirão esperando o Rodrigo estar sozinho. Um cara de 1,90 m pegar um garoto de 1,65 m é totalmente desproporcional, não é briga de adolescente. Não foi uma briga, foi execução.”

O tio espera que a Justiça do Distrito Federal resolva a situação e puna o adolescente.

“Aguardo ansiosamente que a Justiça vá atrás dele [jovem que teria tramado a morte]. Acredito muito que a Justiça vai atrás, vai condenar. Por ele ser menor de idade, acredito que devam ir atrás dos pais dele”, disse o tio de Rodrigo.
Flávio Henrique fala em injustiça ao refletir sobre a morte do sobrinho. “É muito complicado pensar que um garoto como o Rodrigo foi morto de graça. Um jovem com um futuro enorme, um garoto maravilhoso… Um rapaz resolveu matá-lo e pronto”, lamenta Flávio.

O tio de Rodrigo também abordou sobre o sofrimento dos pais de Turra. “É uma gente tão nova, com tanto futuro. O Rodrigo perdeu a vida de forma gratuita. Os pais [dos suspeitos] também vão sofrer, vão pagar por isso. A educação, quando é dada na Justiça, dói muito mais do que a educação dos pais”, comentou.

Na visão de Flávio, a morte do seu sobrinho teria sido planejada. “Quero que entendam que não foi uma briga que deu errado e ele morreu. Não. Na minha visão, o Rodrigo morrer já era planejado.”
Flávio também comentou sobre uma possível doação de órgãos de Rodrigo. “Particularmente, acho muito interessante, mas ainda não sabemos”, comentou.

O fisioterapeuta revelou que a mãe de Rodrigo, identificada como Rejane, ainda não conseguiu falar com outros familiares. “Ela me mandou mensagem falando sobre a morte, mas avisou: ‘Não me ligue, porque eu não dou conta’. Torço para que isso não aconteça com novos Rodrigos. Eu vou continuar aparecendo, discutindo sobre isso, para que novas famílias não passem por isso”, desabafou o tio de Rodrigo.

Flávio lembra de Rodrigo como um jovem altamente ativo. “Ele tinha elo com futebol, paixão pelo futebol, por esporte. Era um menino que não parava, muito atleta, muito ativo. Era muito difícil vê-lo numa cama. Com certeza ele está num lugar bem melhor.”

Rodrigo era morador do DF e estudava no Colégio Vitória Régia. Amigos, familiares e jovens da capital realizaram duas vigílias na porta do Hospital Brasília em oração ao rapaz — a última foi realizada nessa sexta-feira (6/2).

Em 30 de janeiro, os tios de Rodrigo disseram que o jovem havia reagido a estímulos nos últimos dias. Desde então, os pais decidiram suspender as visitas para preservá-lo.

Apesar dos esforços médicos, Rodrigo Castanheira morreu em decorrência das complicações.

Com informações de Metrópoles

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