Sob pressão, Eduardo Braga apela para a BR-319 e joga suas últimas fichas em 2026

Quando o cerco aperta, o velho roteiro se repete

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Com a popularidade em queda, adversários crescendo e a reeleição deixando de ser “garantida”, Eduardo Braga decidiu tirar da gaveta a promessa mais clássica e mais reciclada da política amazonense: a BR-319.

A estrada que há décadas serve como bandeira eleitoral de ocasião agora virou, convenientemente, a grande aposta do senador para tentar sobreviver em 2026.

Braga parece ter entendido que o tempo da tranquilidade acabou. Pela primeira vez em muitos anos, o senador não entra como favorito destacado a uma vaga no Senado.

A BR-319, que atravessa governos, campanhas e discursos sem nunca virar realidade completa, volta a ser usada como “salvação eleitoral”, como se o eleitor amazonense ainda acreditasse em milagres de última hora.

Nos bastidores, a movimentação é clara: Eduardo Braga está sendo empurrado para uma eleição perigosa.

O avanço da direita, o crescimento de novos nomes e o desgaste acumulado dos caciques tradicionais fazem com que Braga esteja, hoje, numa posição que não está acostumado: a defensiva.

E nada simboliza mais desespero eleitoral do que apostar tudo numa obra que virou folclore político no Amazonas.

A BR-319 já foi promessa de campanha em pelo menos cinco eleições.

O povo do Amazonas já ouviu esse discurso antes e começa a enxergar a estrada como símbolo da velha política: muito anúncio, muita coletiva, muito palanque… e pouca entrega.

Braga agora tenta transformar a rodovia em legado, mas pode acabar transformando em epitáfio político.

Eduardo Braga está apostando alto porque sabe que não tem mais margem para erro e sem popularidade em Manaus, maior colégio eleitoral do estado.

Ou apresenta resultado concreto, ou será engolido por uma nova configuração eleitoral que não perdoa mais promessas repetidas.

A Br-319 pode virar o último cartucho de um senador que sente-se amplamente ameaçado na sua reeleição.

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