Servidores são responsáveis pelo reconhecimento de conquitas do Tribunal
Sindicato critica desvalorização enquanto juízes do AM podem receber até R$ 600 mil

O Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas (SINTJAM) reclamou, por meio de nota, de desvalorização dos servidores pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Segundo a nota, o sindicato aguardou até o último dia de 2025 por um posicionamento, mas, diante do “silêncio”, decidiu se manifestar.
No comunicado, o SINTJAM demonstra preocupação diante do pagamento de até R$ 600 mil a magistrados, referente a valores compensatórios por conta do volume de processos julgados pela Justiça do Amazonas, enquanto servidores do tribunal não recebem valorização.
“A compensação financeira por assunção e redução de acervo processual é um mecanismo criado para remunerar magistrados pelo volume de processos sob sua responsabilidade e pelo cumprimento de metas institucionais. Essa compensação pode alcançar aproximadamente R$ 600 mil por magistrado, considerando valores retroativos relativos ao período de 2015 a 2019”, diz trecho da nota.
Segundo o sindicato, o processo em questão analisa a possibilidade de pagamento integral da compensação, inclusive para magistrados que não trabalharam o ano inteiro. O Foco entrou em contato com a assessoria do TJAM para ouvir sua posição, mas não houve retorno.
O sindicato relata que a valorização dos magistrados em prejuízo dos servidores do tribunal não é novidade. No final do ano passado, juízes receberam um retroativo de aproximadamente R$ 60 mil, referente ao ATS, enquanto os “servidores não tiveram qualquer reconhecimento financeiro ou institucional”.
A conquista do Selo Diamante pelo TJAM só foi possível graças à ajuda dos servidores do tribunal, diz a nota. Assinada pelo coordenador-geral Roberto Dávila, o documento relata o trabalho árduo dos profissionais.
“Os processos de acervo não são resolvidos apenas por magistrados. Eles passam pelas assessorias, que elaboram minutas e pareceres; pelas secretarias, que realizam a movimentação processual; e por todos os servidores, que garantem o funcionamento das unidades judiciais”, diz o comunicado.
Outro lado
O Foco procurou a assessoria do TJAM pelos canais de aplicativo de mensagens e e-mail, solicitando o posicionamento do tribunal, mas até o momento não houve retorno. O espaço segue aberto.
Veja a nota na íntegra











