Servidora é suspeitar de integrar o chamado “núcleo político” do CV no Amazonas
Sinpol sai em defesa de investigadora apontada pela PC por ligação com o CV

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado do Amazonas (Sinpol-AM) saiu em defesa da investigadora Anabela Cardoso Freitas, presa na última sexta-feira (20), após ser apontada pela Polícia Civil como tendo ligação com o Comando Vermelho.
Após a repercussão da prisão da servidora, o sindicato publicou uma nota de desagravo em “defesa de sua honra, imagem e reputação funcional”. Veja a nota na íntegra.
Segundo o comunicado, a investigadora construiu trajetória na Polícia Civil com reconhecida dedicação, ética e compromisso com a legalidade, sempre respeitando a lei.
Anabela Cardoso Freitas foi presa no âmbito da Operação Erga Omnes, suspeita de integrar o chamado “núcleo político” do Comando Vermelho nas estruturas de Estado. A defesa da investigadora nega as acusações.
O sindicato cita o art. 5º, inciso LVII, e ressalta que um investigado só pode ser considerado culpado após o trânsito em julgado do processo, quando não há mais possibilidade de recursos.
“Nesse contexto, o SINPOL-AM repudia quaisquer associações precipitadas ou ilações que antecipem juízo de culpabilidade, reiterando confiança no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa (art. 5º, inciso LV), certos de que os fatos serão devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes, em observância ao arcabouço jurídico pátrio”, diz trecho da nota.
Operação Erga Omnes
A operação investiga os tentáculos do Comando Vermelho nos três Poderes do Estado. Durante a ação, foram cumpridos 13 mandados de prisão, sendo oito no Amazonas, além de 24 mandados de busca e apreensão nos sete estados envolvidos.
Também foram apreendidos veículos, realizadas medidas de bloqueio de contas bancárias e decretado o sequestro de valores pertencentes aos investigados e a empresas de fachada utilizadas pelo grupo criminoso.
Conforme a autoridade policial, essas empresas eram usadas para operacionalizar o tráfico de drogas em todo o território nacional. “As drogas eram adquiridas em Tabatinga, e os valores transacionados por meio de empresas fantasmas do Amazonas e do Pará, para posterior distribuição em outros estados do Brasil”, explicou o delegado.
No curso das investigações, foi constatada a participação de agentes públicos vinculados a diferentes órgãos das esferas municipal, legislativa, executiva e, inclusive, do Poder Judiciário. Essas conexões seriam fundamentais para a manutenção das atividades ilícitas.
“O nome da operação, Erga Omnes, não foi escolhido por acaso. Ela atingiu pessoas de todas as esferas. Nosso trabalho foi pautado exclusivamente nas provas constantes nos autos, que fundamentaram os pedidos de prisão dos envolvidos”, destacou Marcelo Martins.











