SOBRE A INFLAÇÃO | Guedes diz que a inflação hoje é mundial porque Banco Centrais dormiram ao volante. “O nosso já acordou. Afirma ministro

?A inflação hoje é mundial, porque os bancos centrais dormiram ao volante, disse nesta quinta-feira (19) o ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em evento promovido pela Arko Advice e pelo Traders Club. “O nosso já acordou.” Com a pandemia, comida e energia subiram no mundo inteiro. E ainda veio uma guerra, comentou o ministro. …

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?A inflação hoje é mundial, porque os bancos centrais dormiram ao volante, disse nesta quinta-feira (19) o ministro da Economia, Paulo Guedes, fala em evento promovido pela Arko Advice e pelo Traders Club. “O nosso já acordou.”

Com a pandemia, comida e energia subiram no mundo inteiro. E ainda veio uma guerra, comentou o ministro.

O Brasil, no entanto, se levantou rápido e saiu em “V” da crise. “Subimos mais que as economias avançadas”, informou. O país vacinou a população e, com isso, a atividade foi retomada. O setor de serviços opera em níveis acima dos anteriores à recessão de 2015, disse.

Além disso, a política fiscal está forte, porque o país “fez o dever de casa.”

Por isso, o momento é favorável ao Brasil, avalia. A ruptura das cadeias de fornecimento dá uma nova oportunidade ao país, que havia ficado fora do ciclo de globalização.

Os países avançados estão enfrentando inflação elevada e as taxas poderão ir a dois dígitos. “Estão indo para o inferno”, disse. “Nós já saímos do inferno; tentaram empurrar para a gente lá de novo, mas saímos.”

O país sabe sair rápido do fundo do poço, comentou. “Como houve ruptura de cadeias produtivas, mundo deu uma desorganizada geral, houve choque adverso de oferta”, disse. Ao mesmo tempo, governos lançaram programas sociais. “A demanda avançou forte, oferta foi contida, e inflação subiu”, disse.

O Brasil, em contrapartida, deu um passo institucional importante ao dar independência ao Banco Central. Com isso, evita o uso político da instituição.

Guedes comentou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso gastou de R$ 30 bilhões a R$ 40 bilhões das reservas internacionais para ser reeleito (para manter a paridade do real com o dólar). Depois, disse ele, cometeu uma “ingratidão” e demitiu o então presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

Fonte: Valor Econômico

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