Pleito no país europeu teve um número recorde de 11 candidatos, o que tornava difícil que algum deles conseguisse mais da metade dos votos para vencer no primeiro turno
Socialista e líder da extrema direita devem disputar segundo turno em Portugal, apontam projeções

O socialista Antônio José Seguro e o líder de extrema direita André Ventura vão se enfrentar na eleição presidencial de Portugal realizada neste domingo, 18, segundo projeções.
Com mais de 50% dos votos contabilizados, Seguro (Partido Socialista) lidera com 30% das preferências, enquanto Ventura (Chega) alcança 26%. O segundo turno será feito em 8 de fevereiro, daqui a três semanas
O pleito deste domingo teve um número recorde de 11 candidatos, o que tornava difícil que algum deles conseguisse mais da metade dos votos para vencer no primeiro turno.
O vencedor vai substituir o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que chega ao limite de dois mandatos de cinco anos.
Catarina Martins, José Luís Carneiro e Jorge Pinto apelaram aos eleitores que votem em Seguro no segundo turno. A candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda afirmou que as eleições mostram “uma direita em reconfiguração e em ‘trumpização’ em Portugal”, segundo o veículo português Público.
“Percebo que todos os democratas fiquem preocupados com esta radicalização da direita em Portugal e esta reconfiguração. Devo dizer-lhes que acho que a resposta adequada, neste momento, é votar na segunda volta em António José Seguro, com os olhos bem abertos”, disse ela.
Marques Mendes não manifestou apoio a nenhum dos dois adversários assegurados no segundo turno.
À imprensa portuguesa após o fechamento das urnas, Ventura afirmou que a direita “ganhou” as eleições, uma vez que os candidatos desse campo político têm mais votos do que os da esquerda, e que por isso ele tem maior chance de vencer o segundo turno.
Ele afirmou que vai trabalhar para “agregar a direita” até 8 de fevereiro. “É preciso que os outros protagonistas digam se querem um socialista ou se querem o líder da direita. A luta com o socialismo vai começar agora na segunda volta”, declarou ele.
Com 53,99% dos votos contados, veja abaixo o desempenho de cada candidato:
- Antônio José Seguro: 30,59%
- André Ventura: 24,34%
- Henrique Gouveia e Melo: 12,24%
- Luís Marques Mendes: 12,00%
- Catarina Martins: 1,97%
- Antônio Filipe: 1,46%
- Manuel João Vieira: 1,01%
- Jorge Pinto: 0,66%
- André Pestana: 0,20%
- Humberto Correia: 0,09%
Ventura, líder do partido populista Chega, já figurava entre os favoritos nas últimas pesquisas. A escalada do apoio público ao Chega fez da legenda a segunda maior do Parlamento português no ano passado, apenas seis anos após sua fundação.
Um dos principais alvos de Ventura tem sido o que ele chama de imigração excessiva, à medida que trabalhadores estrangeiros se tornaram mais visíveis em Portugal nos últimos anos. “Portugal é nosso”, diz ele.
Durante a campanha eleitoral, Ventura espalhou outdoors em todo o país dizendo: “Isto não é Bangladesh” e “Os imigrantes não devem ter direito a viver da assistência social”.
Outros candidatos bem posicionados são dos dois principais partidos que se alternaram no poder ao longo do último meio século: Luís Marques Mendes, do Partido Social Democrata (centro-direita), atualmente no governo, e António José Seguro, do Partido Socialista (centro-esquerda).
Com informações de Estadão











