Da Joice ao Frota, a história recente mostra que quem vira as costas ao conservadorismo não encontra acolhimento, mas irrelevância. E Cleitinho, ao sinalizar “independência”, flertou perigosamente com esse abismo. Quando a vaidade supera a convicção, a queda é inevitável. Da ilusão da “terceira via” à tentação de agradar o sistema, o destino político dos …
Traição tem preço: lições amargas de quem abandonou a Direita e o alerta ligado para Cleitinho

Da Joice ao Frota, a história recente mostra que quem vira as costas ao conservadorismo não encontra acolhimento, mas irrelevância. E Cleitinho, ao sinalizar “independência”, flertou perigosamente com esse abismo.
Quando a vaidade supera a convicção, a queda é inevitável. Da ilusão da “terceira via” à tentação de agradar o sistema, o destino político dos que traem o bolsonarismo segue um roteiro previsível: irrelevância, ostracismo e esquecimento.
O bolsonarismo não criou oportunistas, apenas revelou quem eram. Muitos se venderam como patriotas, surfaram na onda conservadora, se elegeram com discurso firme e ganharam projeção nacional. Mas bastou sentirem o perfume do poder e o afago da mídia progressista para esquecerem princípios e abraçarem o establishment.
Na Direita, lealdade não é slogan, é linha de vida.
Quem rompe, paga.
Joice Hasselmann saiu do topo ao chão em velocidade recorde. Tentou virar estrela global da “terceira via” e terminou ignorada até por quem a bajulou. O eleitor conservador não compra incoerência e a esquerda nunca a adotou de verdade.
Wilson Witzel, surfou na onda, quis desafiar o tsunami e foi varrido sem deixar legado. A política não perdoou a ingratidão, foi cassado e esquecido.
João Doria, esse é o case mais caro da vaidade política.
Elegeu-se com o “BolsoDoria”, depois tentou virar símbolo da elite progressista. Hoje é lembrado como o político que desistiu da carreira depois de abdicar de suas convicções.
Rodrigo Maia, trocou o discurso liberal por afago do sistema e virou o que dizia combater: político sem povo e sem propósito. Afundou no próprio cálculo e desapareceu do jogo.
Alexandre Frota, símbolo maior do oportunismo instantâneo.
Se elegeu aplaudido pela Direita, atacou Bolsonaro para ganhar palminha da esquerda e virou peça decorativa da política. Hoje, é sombra de si mesmo, estrela apagada pela pela própria soberba.
O senador Cleitinho conquistou respeito sendo direto, combativo e defensor da pauta moral. Ganhou o carinho da base justamente por bater no sistema e não por flertar com ele. Mas ao tentar posar de “independente” em entrevista recente, abriu um flanco que a Direita percebeu e reagiu com ferocidade.
Foi duramente cobrado e agora tenta se reconciliar com a base todos os dias.
Na política, trilho é linha reta:
ou avança firme, ou descarrila.
Se insistir em avaliar a Direita de cima, como observador iluminado, corre o risco de virar mais um nome na lista dos arrependidos.
Cleitinho ainda tem tempo, mas o relógio corre contra ele neste momento.
Não é idolatria, é coerência.
O Brasil vive uma disputa de modelos, e quem tenta ficar com um pé em cada narrativa acaba sem chão.
Traição pode render aplausos momentâneos, manchetes simpáticas e likes progressistas. Mas a Direita não oferece segunda chance para quem apunhala o próprio eleitorado.
A história recente está aí pra comprovar.











