Três pessoas são presas após sequestrar criança e dopar mãe

Polícia ainda investiga a suspeita que a mãe da bebê possa ter sofrido abuso sexual

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Três homens foram presos pela Polícia Civil do Amazonas, por suspeita de envolvimento no sequestro da recém-nascida Ayla Sofia, de apenas 24 dias de vida, em Manaus, segundo informações do portal A Crítica. A bebê havia sido sequestrada no domingo (18), mas foi encontrada na tarde dessa segunda-feira (19) na varanda de uma residência no bairro Santo Agostinho, zona Oeste da capital. Os suspeitos foram identificados como Jaqueline, Lucas e Wesley.

Ayla Sofia foi encontrada por uma família que a avistou exposta ao sol. A criança apresentava desidratação e febre, conforme relatório da Polícia Militar. Após o resgate, ela foi levada para a Maternidade Moura Tapajós, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos. Os pais da bebê foram imediatamente informados sobre o reencontro.

O sequestro aconteceu no domingo (18) na zona Leste de Manaus. A mãe da bebê foi atraída por Jaqueline, que prometeu doações de fraldas e roupas. Ao chegar no local combinado, a mãe foi dopada e abandonada em um suposto cativeiro, enquanto Jaqueline fugiu com a criança.

Ainda está sob investigação a suspeita de que a mãe da bebê, enquanto desacordada, possa ter sofrido abuso sexual por um dos envolvidos no crime, identificado como Wesley. O caso está sendo apurado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

As prisões ocorreram em diferentes pontos. Wesley foi detido no bairro Compensa, na zona Oeste de Manaus. Lucas, companheiro de Jaqueline, foi localizado e preso em Iranduba, município da Região Metropolitana de Manaus. A última a ser presa foi Jaqueline, encontrada no distrito de Cacau Pereira, também em Iranduba. A família de Lucas teria testemunhado contra Jaqueline, indicando que ela o teria convencido a planejar o crime.

A principal linha de investigação para a motivação do sequestro aponta para uma suposta gravidez psicológica de Jaqueline, que teria levado a mulher a arquitetar o crime com Lucas. O casal manteve contato com a mãe da bebê por cerca de 15 dias, prometendo doações e marcando o encontro em uma residência onde o sequestro foi executado.

A Polícia Civil, por meio da DEHS, agiu rapidamente, dando uma resposta à família e à sociedade amazonense em menos de 24 horas. Os três suspeitos foram levados para a sede da especializada e devem ser ouvidos ainda na manhã desta terça-feira (20). Uma coletiva de imprensa, com a presença do delegado Ricardo Cunha, está prevista para detalhar as circunstâncias e motivações do crime, bem como os próximos passos da investigação. Após serem ouvidos, os presos serão encaminhados para audiência de custódia.

Os envolvidos devem responder, inicialmente, pelos crimes de sequestro e abandono de incapaz.

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