Um ano da tragédia: Renato Jr. ignorou pedido de reparo em buraco que vitimou jovem em Manaus

Pedio para reparo no local foi aprovado na CMM quatro dias antes da fatalidade

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A tragédia que tirou a vida de Giovana Ribeiro, de 29 anos, e do bebê que ela esperava, na Avenida Djalma Batista, em Manaus, completou um ano nesta segunda-feira (22). As mortes, no entanto, poderiam ter sido evitadas.

Isso porque, quatro dias antes do acidente, em 18 de junho de 2025, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) aprovou um pedido formal para o reparo do buraco existente na via.

Mesmo com o alerta, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), na época comandada por Renato Junior (Avante) — atualmente prefeito de Manaus —, não executou a obra para corrigir o problema no local.

O pedido foi feito pelo vereador Sargento Salazar (PL), que encaminhou um requerimento à Casa solicitando a revitalização urgente do trecho, destacando que o buraco estava aumentando e colocando em risco a vida de motoristas, especialmente motociclistas.

“É revoltante. O alerta foi feito, o requerimento foi aprovado, o assunto foi debatido no plenário e, ainda assim, nada foi feito. Agora, temos duas vidas perdidas. Uma jovem e seu bebê morreram por um problema que poderia ter sido resolvido”, declarou o vereador Salazar após o ocorrido, atribuindo responsabilidade à Prefeitura pelas mortes.

À época do caso, o Foco procurou a Seminf para obter esclarecimentos sobre a ausência de providências, mas não houve resposta. Segundo a reportagem, a falta de manifestação contrariou os princípios da transparência pública previstos na legislação.

Renato Junior agora é prefeito

O então secretário da Seminf e vice-prefeito de Manaus assumiu o comando do Executivo Municipal após a renúncia de David Almeida, em abril deste ano, para disputar as eleições.

Entenda o caso

Na noite de 22 de junho de 2025, a jovem Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, grávida de sete meses, morreu após a motocicleta em que estava como passageira cair em um buraco na Avenida Djalma Batista.

O marido, que pilotava a moto, não conseguiu desviar do obstáculo, perdeu o controle do veículo e os dois foram arremessados, colidindo contra árvores do canteiro central.

Giovana morreu no local. A filha que ela esperava também não resistiu. O marido sofreu ferimentos.

O caso não é isolado. Somente em 2025, diversos acidentes graves foram registrados em Manaus em razão da má conservação das vias públicas, reforçando o debate sobre a necessidade de medidas eficazes para garantir mais segurança a motoristas, motociclistas e pedestres da capital.

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