Recesso na metade do ano revela discrepância com o pagador de impostos
Vereadores de Manaus recebem R$ 26 mil para trabalhar apenas 5 dos 7 meses do ano

Mesmo com um salário bruto de R$ 26 mil, os vereadores de Manaus tiraram férias com apenas 5 meses e alguns dias de trabalho. A abertura oficial dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal começou em 20 de fevereiro e os parlamentares saíram para o recesso na última semana com previsão de retorno somente no começo de agosto.
A alta remuneração dos vereadores os torna o 1% mais rico do Brasil, levando em consideração dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além disso, revela a discrepância entre o salário mínimo de R$ 1.525,00 recebido pelo trabalhador comum – responsável por bancar as mordomias – e os vencimentos dos vereadores, que chega a ser quase 16 vezes maior.
O período de recesso com apenas cinco meses trabalhados aponta um distanciamento entre o tempo de trabalho entre os pagadores de impostos e os vereadores. Enquanto já estão de recesso, o trabalhador regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) só tira férias após um ano de trabalho.
Outro fator que também chama atenção são os dias de trabalho entre vereadores e o trabalhador comum. O parlamentar cumpre uma jornada de apenas três vezes na semana, em sessões que duram poucas horas, já o celetista trabalha na escala 6×1 numa carga horária de 40 horas semanais.
Além do alto salários, os vereadores têm direito a R$ 33 mil da Cota para o exercício da atividade parlamentar (CEAP), popularmente conhecido como “Cotão”, além de diversos privilégios.
O período de recesso com o curto tempo de trabalho revela as desigualdades entre os pagadores de impostos, responsáveis por bancar todas as regalias da Câmara Municipal de Manaus (CMM), e os vereadores.











