Vereadores discutem após ordem do dia ser invertida nesta quarta-feira (21)​

Mesmo após a discussão, maioria votou para inverter a ordem

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Os vereadores Eduardo Alfaia (Avante) e Rodrigo Guedes (Progressistas) protagonizaram um bate-boca na sessão plenária desta quarta-feira (21) após Alfaia solicitar para que a ordem do dia, onde são votados, requerimentos, moções e indicações como é feito com frequência, fosse realizada com tempo reduzido com a justificativa de que teria uma Tribuna Popular do Dia Livre de Impostos e da discussão do Código Ambiental.

Por maioria de votos, os parlamentares atenderam à solicitação de Alfaia e a ordem de atividades da Casa foi invertida. Nesta quarta, teve a audiência pública do Dia Livre de Impostos e a discussão sobre a revisão do Código Ambiental de Manaus. Os vereadores de oposição à gestão de David Almeida (Avante) votaram contrários à ordem do dia.

O vereador Alfaia defendeu que a mudança seria para agilizar as pautas. “Nós temos um requerimento ao plenário porque temos assuntos relevantes e a ordem do dia, contudo, eu gostaria que tivéssemos a inversão da pauta. Suprimíssemos a ordem do dia, fizéssemos as tribunas”, disse Eduardo Alfaia.

Por sua vez, o vereador Rodrigo Guedes disse ser contrário a inversão da pauta porque alegou que a mudança é para que os colegas possam sair das tribunas para “ficarem livres”, e afirmou que a ausência dos vereadores nas tribunas são recorrentes na Casa. “Me manifesto contra a inversão da ordem do dia porque na semana passada e entre tantas situações, ficou só três vereadores aqui. Essa metodologia parece mais para ficar livre depois. Porque o temos assistido é a inversão e esvazia o plenário”, declarou Guedes.

Alfaia disparou que Guedes tem a “síndrome da ausência dos colegas”, tem “discursos aleatórios, tentando expor” os colegas, e que a Casa perde tempo com “falas vãs”.

O vice-líder do prefeito na Casa, Raulzinho (MDB), disse que há parlamentares que muitas vezes não participam das tribunas por estarem em atividades externas ou atendendo demandas no gabinete.

Guedes assegurou que a defesa dos colegas é uma manobra para que os requerimentos propostos pelos vereadores não sejam votados. “Me parece mais uma manobra para que não votemos os requerimentos, inclusive a fala do vereador é totalmente desnecessária, não fiz nenhuma fala pessoal, falei da realidade. Que quando tem tribuna popular, o plenário fica esvaziado”.

O vereador José Ricardo (PT) também foi contrário a inversão da ordem do dia e até destacou que uma tribuna popular realizada por ele nas últimas semanas estava esvaziada. Os vereadores Paulo Tyrone (PMB) e Allan Campêlo (Podemos) pediram para que os colegas parassem com o bate-boca para que as tribunas fossem iniciadas.

Por fim, a ordem do dia foi invertida e as tribunas populares foram realizadas em seguida.

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