Vereadores sugerem CPI para Aleam investigar Asfalta Manaus

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi sugerida pelos vereadores Capitão Carpê e Coronel Rosses, ambos do PL, na sessão desta segunda-feira (05) na Câmara de Manaus, aos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). “O que temos hoje em mãos talvez seja o maior escândalo da atual gestão da Prefeitura de Manaus, maior …

Compartilhar em:

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) foi sugerida pelos vereadores Capitão Carpê e Coronel Rosses, ambos do PL, na sessão desta segunda-feira (05) na Câmara de Manaus, aos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

“O que temos hoje em mãos talvez seja o maior escândalo da atual gestão da Prefeitura de Manaus, maior até que Caribe 1 e 2. […] Enquanto essa Casa tenta cumprir sua missão constitucional de fiscalizar o que está acontecendo, infelizmente somos impedidos de aprovar um simples requerimento de informação, por isso temos que recorrer à rede social, ao Tribunal de Contas”, disse Rosses.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) anunciou a renovação do inquérito civil que investiga possíveis irregularidades na transparência e na divulgação de informações cruciais sobre o plano de ação e o cronograma de obras do programa municipal Asfalta Manaus. A decisão, formalizada por meio de portaria, ocorre em um momento em que o programa já recebeu mais de R$ 200 milhões em recursos.

O vereador Capitão Carpê apoiou a sugestão aos deputados da Aleam e afirmou que a prefeitura não cumpriu com a promessa de asfaltar 10 mil ruas. “Foi o programa de asfalto que teve mais de R$ 1 bilhão de dinheiro da população. Não entregou o serviço que prometeu para a população, ou seja, a Prefeitura de Manaus só mente, só engana”, destacou.

Investigação

A prorrogação do inquérito se justifica, segundo o MPAM, pela proximidade do prazo de vencimento da investigação e pela persistente necessidade de continuidade das diligências. A portaria destaca “apurar suposta irregularidade e/ou ilegalidade na transparência”, indicando ainda dificuldades “na disponibilidade de informações quanto ao plano de ação e cronograma de obras”.

A falta de clareza e a dificuldade no acesso a informações detalhadas sobre o plano de ação, o cronograma físico-financeiro e o status das obras têm sido objeto de questionamentos por parte de cidadãos e órgãos de controle.

O MPAM decidiu renovar o inquérito civil pela primeira vez para continuar a apurar suposta irregularidade e/ou ilegalidade na transparência e na disponibilidade de informações quanto ao plano de ação e cronograma de obras do Programa Asfalta Manaus.

O órgão busca garantir que a aplicação dos recursos públicos seja realizada de forma transparente e que a população tenha acesso a informações claras e precisas sobre o andamento do programa.

Compartilhar em: