Entorno de Tarcísio avalia que manifesto articulado por aliados do presidente da Alesp pode ser erro estratégico e favorecer atual vice
Vice de Tarcísio: aliados veem tiro no pé em carta pró-André do Prado

Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) veem como “tiro no pé” o movimento feito por deputados estaduais que articulam a publicação de uma carta endossando o nome do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), para a vaga de vice na chapa de reeleição do governador.
Desde a última semana, parlamentares têm coletado assinaturas para uma espécie de manifesto defendendo que Prado seja o escolhido para a vaga, em meio a uma disputa entre partidos para conquistar o posto.
O atual vice, Felício Ramuth (PSD), é tido como o favorito de Tarcísio para permanecer no espaço, embora seu partido, o PSD, viva uma crise com o governador diante do desgaste na relação entre Tarcísio e o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, que também é secretário de Governo e Relações Institucionais do governo paulista.
Nessa disputa entre PL e PSD, o “bloco de André do Prado” pretende enviar ao chefe do Palácio dos Bandeirantes a carta, enaltecendo o “perfil conciliador” do presidente da Alesp e citando o papel do Parlamento paulista em vitórias do governador, como a privatização da Sabesp e o Rodoanel Norte.
A carta diz que, “apesar das diferenças naturais do Parlamento, compartilham respeito, consideração e confiança na liderança do presidente André do Prado” e elogiam o “perfil conciliador” do chefe da Alesp.
Aliados de diferentes partidos ouvidos pelo Metrópoles afirmam, no entanto, que a iniciativa é um “erro estratégico” e um “tiro no pé” por parte do grupo pró-André do Prado. A avaliação é que o movimento mais atrapalha do que ajuda, já que Tarcísio não costuma reagir bem a esse tipo de pressão.
“Conhecendo o Tarcísio, só vai ficar mais irritado. Ali é no convencimento, e não na pressão”, disse um político próximo ao governador. “Não acho uma boa estratégia”, afirmou um deputado da “tropa de choque” de Tarcísio na Alesp.
Para um auxiliar do núcleo duro do Palácio dos Bandeirantes, a articulação é um “perde-perde” para André do Prado: se não tiver o endosso da maioria dos deputados, demonstrará fraqueza política por parte do presidente da Alesp; por outro lado, se conseguir um apoio massivo, o movimento será lido como uma “faca no pescoço” de Tarcísio e pode fazer o governador vetar de vez o nome do parlamentar do PL.
Até o momento, o abaixo-assinado é subscrito por deputados do PL e do Podemos. A ideia era coletar mais assinaturas ainda nesta semana, mas o esvaziamento da Assembleia no pós-Carnaval não possibilitou o avanço.
Fonte: Metrópoles











