Banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar os dois casos como propina, e não mais como amizade
Vorcaro muda versão e fala em propina a Ciro e Cláudio Castro

Em sua nova proposta de delação premiada, o banqueiro Daniel Vorcaro mudou as versões sobre sua relação com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e com o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). Segundo fontes que tiveram acesso ao novo material entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), o banqueiro aderiu às versões da PF e passou a tratar os dois casos como propina, e não mais como amizade.
Na nova delação, Vorcaro diz ter pago propina a Castro em troca de aportes milionários da Cedae (estatal de saneamento) e do Rioprevidência (fundo de previdência dos servidores públicos do estado) no Banco Master.
Já em relação a Ciro, Vorcaro passou a admitir que as viagens e demais benesses ao senador bancadas pelo banqueiro teriam sido propina em troca da apresentação da chamada “Emenda Master”.
A emenda foi apresentada pelo senador em 2024 e aumentava o limite da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF de investidor, em caso de quebra da instituição bancária.
Na primeira proposta de delação premiada, Vorcaro tratava o caso de Ciro apenas como uma relação de “amizade”. A mudança de versão em relação ao senador foi revelada inicialmente pelo Estadão e confirmada pela coluna Igor Gadelha.
Segundo aliados, o dono do Banco Master decidiu esquentar a versão tanto em relação a Ciro quanto sobre Castro após a PF encontrar trocas de mensagens entre o banqueiro e os dois políticos no celular de Vorcaro.
A nova proposta de colaboração do dono do Banco Master foi entregue pela defesa de Vorcaro à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na semana passada. Os dois órgãos vão decidir agora se aceitam ou não a proposta.
Como noticiou a coluna Igor Gadelha, integrantes da PF e da defesa de Vorcaro travam, nos bastidores, uma guerra de versões sobre a nova proposta. A disputa é marcada por acusações mútuas de proteção a pessoas alcançadas pela delação.
Fonte: Metrópoles










