A declaração do governador Wilson Lima praticamente jogou uma pá de cal para quem esperava um apoio ao senador Omar Aziz ao afirmar que “Omar é Lula e eu sou Bolsonaro”. O chefe do Executivo estadual não apenas fez um recorte ideológico explícito, como também deixou no ar um recado direto de que não haverá …
Wilson Lima afirma que é Bolsonaro e Omar é Lula sinalizando candidato próprio ao Governo em 2026

A declaração do governador Wilson Lima praticamente jogou uma pá de cal para quem esperava um apoio ao senador Omar Aziz ao afirmar que “Omar é Lula e eu sou Bolsonaro”. O chefe do Executivo estadual não apenas fez um recorte ideológico explícito, como também deixou no ar um recado direto de que não haverá alinhamento nesta direção.
A frase, carregada de simbolismo político, estabelece uma divisão clara entre dois campos que devem protagonizar a disputa eleitoral no estado, de um lado, a esquerda associada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do outro, o centro e a direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores, a leitura é praticamente unânime: Wilson Lima sinaliza que não caminhará com Omar Aziz e mais do que isso, pode estar preparando o terreno para lançar ou apoiar um nome próprio ao Governo do Amazonas.
A fala não é isolada. Ela se soma a uma série de movimentos recentes do governador, que, mesmo afirmando publicamente que cumprirá seu mandato até o fim, mantém uma agenda ativa, com entregas, presença constante nas redes sociais e forte articulação política, comportamento típico de quem segue no jogo.
A declaração funciona como uma espécie de “marco zero” na definição de lados para 2026. Ao se colocar no campo bolsonarista, Wilson reforça sua conexão com o eleitorado conservador e afasta qualquer possibilidade de composição com Omar Aziz.
Outra possibilidade é que o governador esteja apenas demarcando território, mantendo-se como peça central nas articulações, seja para o Senado ou como “fiador” de uma candidatura ao Governo.
Mais do que uma frase de efeito, o posicionamento de Wilson Lima pode ter sido a senha que faltava para destravar o jogo político de 2026 no Amazonas.











